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domingo, 21 de dezembro de 2014

Luzes de natal

Enche a tua casa de luz. Faz os olhos de todos brilhar, e aquece-lhes o coração. Dá o máximo de ti, e não te afogues na tristeza dos outros, e afugenta a tua falta de ânimo. Pega na mão dos outros e espalha a magia que vai dentro do teu coração. O resto vem de seguida. 
Só hoje, finge que tudo é real.
Quem sabe, o pai natal te ofereça isso este ano.. 


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Discurso directo em Amor e Perda

O frio voltou. Não me coloco à janela, que fechei por completo. Perdi interesse no céu estrelado. Perdi interesse no cheiro da noite e no único som vindo dos animais no mais completo silêncio. 
O coração já sofreu tantos remendos, no seu passado, que hoje racha ao menor sinal de agressão.
Hoje, ele desenterra o passado, e com o passado os mesmos medos, a mesma ansiedade, e a esperança? vem tão fraca como fraca ficou outrora, tão baça, tão gasta, tão maltratada.
Como voltar a ensinar um coração a acreditar? Como o fazer depois de ele ter acreditado em mentiras? Depois de ele ter aprendido que o mundo é um lugar desleal? Como fazê-lo ter esperança num mundo finito? Tudo termina um dia.
A frase que me deita ao chão de pedra, duro e frio, gelado na verdade.
O que fazer num mundo em que tudo termina?
O que serei amanhã? Estarei viva amanhã? O que é o amanhã?
É inevitável o choro. Talvez hoje não chore, talvez chore um pouco, só para lavar a alma. Mas um dia, o meu coração quebrará.
O típico sofrimento humano: estar a sofrer quando as coisas estão mal e sofrer com medo que corram mal, quando tudo está bem. Sou uma humana típica, eu suponho.
Tenho um medo que me dilacera a alma.
Alguma vez amaram alguém com todo o vosso coração? Falo a sério. Sentir-se cheio, completo, sentir algo brotar de dentro, seja do coração ou de qualquer outro órgão? Sentir que mais ninguém se chega tão próximo, que mais ninguém te conhece assim, com quem precisas de partilhar tudo porque ele é uma extensão de ti?
Nunca soube o que é o amor, nem me quero arriscar a dizer que sei, mas não estarei próxima quando sinto tudo isto? Quando as saudades apertam após poucas horas de ausência?
No início, não sabendo o que significava o amor, temi tratar-se de "paixão correspondida", de atracção física e sexual. Temi que não durasse mais que uns dias, depois mais que umas semanas... não pensei chegar até onde chegámos. Mas hoje, é tarde para protecções. Hoje estou aqui de corpo, alma, coração, e tudo aquilo que possua, para dar.
Não sou hipócrita dizendo que nada quero em troca. Quero. Eu quero o mesmo amor de volta. Quero não ser a única que prefere dormir abraçada, num dia de extremo calor, a dormir sozinha; Quero não ser a única a procurar a mão para podermos estar sempre unidos. Quero não ser a única a deixar tudo o resto só para poder abraça-lo mais uma vez. Não quero ser a única a dar tudo. Não quero acabar sozinha, num banho de lágrimas, sem nada com que me consolar.
Nunca vi ou senti nada assim. Será que toda a gente se sente assim um dia? Será que toda a gente encontra alguém de quem quer tomar conta, cuidar com todo o carinho, alguém para mimar, alguém para brincar, alguém com quem chorar, mas que nunca nos faça chorar, alguém em quem nos apoiarmos, alguém a quem se entregar totalmente?
Basta um sorriso. Nunca vi ninguém tão bonito. Nunca vi alguém tão brilhante, tão resplandecente. Tão bom coração. Tão meigo, tão carinhoso, tão atento às necessidades dos outros.
Nunca me senti tão bem por ser sincera, por poder mostrar o meu verdadeiro eu, sem me sentir culpada. Nem nunca me senti tão bem por não ser repreendida e sim compreendida. Acho que tinha um medo  aprendido sobre ser "eu", sem omissões, poder mostrar os meus medos, as minhas tristezas. é bom uma vez na vida não ser errado estar triste, e alguém mover o mundo para me fazer feliz.
E é assim, em discurso directo, que ao fim de três páginas as lágrimas me vêm aos olhos por me lembrar que sou uma sortuda, dure o tempo que durar. Aprendi a amar. Todo este tempo tenho tido o que de melhor poderia ter encontrado. E é tão difícil pensar que o poderei perder.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

De tempos a tempos gosto de t(i)e escrever.


Guardo aquilo que tenho teu. Tal como guardo o teu sorriso numa gaveta. O teu cheiro. O teu abraço.
Guardo-te no meu coração. 
O vento vai soprando. O sol vai nascendo e vai-se pondo vezes e vezes sem fim, no horizonte. A lua vai aparecendo escondida entre as nuvens, ou entre as árvores. Eu vou olhando para as estrelas e penso se não estarás nesse preciso momento a fazer o mesmo. Como te conheço, é possível que estejas. Como eu és um apaixonado por elas, que estão tão longe, mas não se cansam de brilhar.
Como um dia foi prometido, voltámos a ver-nos. O mundo já tinha girado e as coisas estavam diferentes. Mas carrego-te no meu coração, e terás sempre um lugar só teu apesar de aos poucos ir te deixando ficar pelo caminho. 
Não gosto de pensar em se's, gosto como as coisas foram verdadeiras, simples e bonitas entre nós, no fundo isso é sempre o mais importante, no fundo é o que importa. Não chorarei mais por ter acabado, nem me recriminarei por algo que pudesse ter sido diferente.
Ainda hoje sorrio só de pensar em ti.


"Te echo de menos"

[11.01.2013]

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Talvez tenha chegado a uma boa conclusão...

Os sentimentos são fortes. Vêm até à superfície da pele, de não caberem dentro de nós. Mas eventualmente começam a fazer comichão.
Eu coço. A pele fica vermelha. Eu coço ainda mais, até o sentimento cair como uma pele morta.
Mas a ferida fica. E dói.
A dor permanece, mas aprendemos a virar os olhos, a esconde-la, a ignora-la. Até que sangra de novo e nos tira a atenção.
Hoje, sou quase um fantasma.
Um fantasma de memórias. Ainda choro feridas antigas, ainda as carrego comigo, porque não sei onde as largar. puxo cem malas invisíveis, e demoro a percorrer o futuro, com um olhar sempre para trás das costas.
Vasculho essas malas preenchidas de coisas que eu achei serem verdadeiras e que hoje me questiono se não foram todas falsas. A dúvida implanta-se e uma raiva surge, com um gosto amargo na boca. Mas depois encontro algo que foi realmente verdadeiro, e tudo o resto parece menos importante. Talvez devesse carregar apenas a verdade, aliviar-me da carga, e dar lugar a novas bagagens.

domingo, 30 de dezembro de 2012

As quatro paredes.

Carrego um peso no coração.
É sempre bom regressar a casa, mas quando não temos mais casa, para onde regressamos?
Quando pertencemos ao mundo, e somos vagabundos nas suas ruas, não há fogo que não se apague pelo vento gelado que vem do norte, do sul, de todas as direcções.
Não há onde nos escondermos, nem o conforto de quatro paredes, um espaço a que chamar de nosso.

sábado, 20 de outubro de 2012

Queria ser correspondida, mais uma vez

Hoje sinto-me nostálgica e vou dirigir-me a ti que já saíste da minha vida:
Já lá vão uns meses, desde aquele dia em que te conheci. 
Hoje, como há outros (quase) tantos meses, mantenho o "adeus", ao teu intermitente "até um dia". 

Quando te conheci, pensei seres a pessoa certa. Primeiro, quis manter os pés assentes na terra.Não criei sonhos em relação a nós. Serias simplesmente um amigo. Um amigo muito parecido comigo, uma pessoa tão semelhante, como não me lembrava de antes ter encontrado. Era capaz de estar tempos e tempos a falar contigo. Depois, quebraste-me as barreiras com as tuas palavras. Não consegui resistir. Não quereria resistir mesmo que conseguisse.
Mas um dia tudo tende a acabar, e nós acabámos muito cedo. Ainda estava a começar a saborear o teu calor junto a mim, a habituar-me à tua "presença". Por breves momentos, quando me desiludiste e fugiste de mim dum momento para o outro, quando eu pensava que já nem eu ia fugir de nós, garanti que nunca te deveria ter conhecido. Foi por breves momentos. 
Agora, não digo estar apaixonada por ti. Não estou. Somos meros desconhecidos. Não trocamos palavras, apesar de eu já ter tentado uma aproximação. Queria a tua amizade, porque eu realmente gostava de ti. Talvez daqui a uns dias, talvez daqui a uma semana, talvez te volte a dizer "olá". Mas admito que foi bom conhecer-te. Foi bom saber a sensação de conhecer a pessoa quase perfeita para mim. Digo "quase" porque não eras a pessoa perfeita. Mas ainda hoje eu recordo aquilo porque passámos e sei que gostava de repetir. Não contigo, nem de igual forma. Mas gostava de voltar a sentir que a pessoa seria perfeita para mim. Que encaixávamos como duas peças únicas para completar um puzzle, e lhe dar sentido. Que eu queria tanto como a outra pessoa formar um "nós". Sim, acho que no fundo posso dizer que é disso que sinto falta. Sinto falta de partilhar interesses. Sinto falta de partilhar as visões. Sinto falta de ser correspondida. Posso quase dizer, que não é de ti que sinto falta, mas sim do que tivemos. Foi tudo muito rápido. Um amor condenado desde o inicio, que mesmo assim lutou durante uns tempos contra as adversidades. E quando desististe, eu quis culpar as circunstancias. Talvez seja por isso que parece tão perfeito. Nunca houve uma discussão. Nunca um desentendimento. Foi tudo demasiado repentino, e hoje tendo a só me lembrar do que de bom se passou entre nós. Talvez seja um erro, mas não sei vê-lo de outra forma.

Não és só tu que te apaixonaste por outra. Eu, que já antes tinha sentido algo de especial por alguém, depois de me deixares voltei a sentir por essa pessoa. Mas essa pessoa, essa pessoa não olha para mim da mesma forma. E sabes o quanto isso é crucial? Sabes o quanto é crucial para mim ser correspondida? Só quando me sinto correspondida abro o meu coração totalmente. É por isso que ainda hoje penso em ti, e naquilo que senti. Porque para ti abri o meu coração sem reservas. E apesar de me teres virado as costas, e de hoje não falarmos, ainda lembro quando reservavas sorrisos só para mim. 

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Tantas coisas que gosto em "nós"

Pode parecer estranho, mas se pudesse escolher não serias o meu par ideal.
É estranha a maneira como me sinto em relação a ti.
Sinto-me bem na tua presença, melhor do que na presença de muitas outras pessoas. Gosto de te dar um abraço, gosto de encostar a minha cabeça no teu ombro, gosto quando me revelas coisas tuas, e quando o estás a revelar só a mim. Gosto quando me procuras para te fazer companhia. Gosto quando ralhas comigo quando vou embora e te "abandono". Gosto quando ficas chateado quando finjo não me importar contigo. Gosto quando mandas mensagens quando não estou contigo. E gosto ainda mais quando brincas comigo, mesmo sabendo que tudo não se tratará apenas e sempre duma brincadeira.
Contudo, sei que isto nunca resultaria. Acho que somos muito diferentes, apesar de não saber nomear essas diferenças.
Seremos amigos. E vou aprender a contentar-me com isso.