Respiro-te Coimbra.
O teu nome não é só saudade.
O teu nome é um misto de emoções e memórias.
Caminho nas tuas ruas que nunca acabam, e fantasmas também as percorrem, fantasmas doutros tempos, que aqui foram tua família.
És de todos os que aqui passam e te vivem como se o coração pulsasse ao mesmo tempo que o teu próprio. Vives como eles as suas paixões e as suas desilusões. A cada esquina uma nova paixão se forma, paixões avassaladoras, trocas de olhares, que nunca se concretizaram em palavras.
O Mondego corre a teus pés, levando as lágrimas daqueles que deixaram os seus corações seguir imprudentes caminhos, e daqueles que um dia tiveram que te dizer adeus.
Não és só saudade, mas és sobretudo saudade.
Não há palavras que descrevam o quanto preenches na vida dos teus estudantes, és aulas, és rua cheia de gente, és monumentos históricos, és canção, és serenatas, és capas ao vento, és preto e branco, és nossa.
Abraças os teus estudantes com a capa e aconchegas. Entre cada derramar de lágrima há um sorriso, por saberem o quanto os fazes feliz.
Nunca te direi adeus.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
De tempos a tempos gosto de t(i)e escrever.
Guardo aquilo que tenho teu. Tal como guardo o teu sorriso numa gaveta. O teu cheiro. O teu abraço.
Guardo-te no meu coração.
O vento vai soprando. O sol vai nascendo e vai-se pondo vezes e vezes sem fim, no horizonte. A lua vai aparecendo escondida entre as nuvens, ou entre as árvores. Eu vou olhando para as estrelas e penso se não estarás nesse preciso momento a fazer o mesmo. Como te conheço, é possível que estejas. Como eu és um apaixonado por elas, que estão tão longe, mas não se cansam de brilhar.
Como um dia foi prometido, voltámos a ver-nos. O mundo já tinha girado e as coisas estavam diferentes. Mas carrego-te no meu coração, e terás sempre um lugar só teu apesar de aos poucos ir te deixando ficar pelo caminho.
Não gosto de pensar em se's, gosto como as coisas foram verdadeiras, simples e bonitas entre nós, no fundo isso é sempre o mais importante, no fundo é o que importa. Não chorarei mais por ter acabado, nem me recriminarei por algo que pudesse ter sido diferente.
Ainda hoje sorrio só de pensar em ti.
"Te echo de menos"
[11.01.2013]
Palavras a ninguém -
Essa ânsia.
Tens mil pensamento dentro de ti, e queres libertá-los ao mundo.
Não tens certezas, no teu pensamento nada faz sentido. Mas queres dar-lhe sentido.
Um segundo poderia ter feito a diferença entre uma palavra dita e uma palavra silenciada. Mas esse segundo nunca passou a tempo. E de um momento para o outro todas as tuas incertezas foram expelidas de ti como uma única certeza. Venderias certezas se pudesses.
Mas são certezas temporárias. Quanto duram elas? Uma semana? Duas?
Porquê essa ânsia em dar certezas ao mundo?
Porquê essa pressa em dar sentido ao que não tem que ter sentido?
Porque essa pressa em prender um coração? Porque essa pressa em querer tudo de uma vez? Não sabes que se esgota? Saberias disso quando quiseste tudo desde logo? Saberias que estaria condenado?
Tens mil pensamento dentro de ti, e queres libertá-los ao mundo.
Não tens certezas, no teu pensamento nada faz sentido. Mas queres dar-lhe sentido.
Um segundo poderia ter feito a diferença entre uma palavra dita e uma palavra silenciada. Mas esse segundo nunca passou a tempo. E de um momento para o outro todas as tuas incertezas foram expelidas de ti como uma única certeza. Venderias certezas se pudesses.
Mas são certezas temporárias. Quanto duram elas? Uma semana? Duas?
Porquê essa ânsia em dar certezas ao mundo?
Porquê essa pressa em dar sentido ao que não tem que ter sentido?
Porque essa pressa em prender um coração? Porque essa pressa em querer tudo de uma vez? Não sabes que se esgota? Saberias disso quando quiseste tudo desde logo? Saberias que estaria condenado?
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
A Imagem
É um prado.
A erva é verde. A extensão infinita. Se olhar atentamente parece que vejo a erva mexer, na presença de uma pequena brisa.
a brisa é quente de certeza. as flores são vermelhas, são laranjas, são amarelas, são rosas, são violetas, são de todas as cores, e o céu é azul, sem uma nuvem no céu. só pode estar calor num sitio com tanta cor!
talvez, só talvez, se eu olhasse para trás da imagem eu visse este prado.
talvez, só talvez, eu pudesse correr por lá,
A erva é verde. A extensão infinita. Se olhar atentamente parece que vejo a erva mexer, na presença de uma pequena brisa.
a brisa é quente de certeza. as flores são vermelhas, são laranjas, são amarelas, são rosas, são violetas, são de todas as cores, e o céu é azul, sem uma nuvem no céu. só pode estar calor num sitio com tanta cor!
talvez, só talvez, se eu olhasse para trás da imagem eu visse este prado.
talvez, só talvez, eu pudesse correr por lá,
abrir os braços,
fechar os olhos,
correr.
talvez sentisse o vento fustigar-me a cara;
talvez corresse ate me cansar e me atirasse no ar,
e flutuasse até chegar ao chão;
e flutuasse até chegar ao chão;
talvez ouvisse o murmurar dos bichinhos todos;
talvez eles estivessem contentes por eu estar ali;
o meu riso ecoaria no infinito prado, lúcido, contagiante
como a brisa, como o cantar que se ouvia ao fundo.
talvez me confundisse com o prado. talvez eu fizesse parte dele.
talvez eles estivessem contentes por eu estar ali;
o meu riso ecoaria no infinito prado, lúcido, contagiante
como a brisa, como o cantar que se ouvia ao fundo.
talvez me confundisse com o prado. talvez eu fizesse parte dele.
Talvez, só talvez, se eu visse para além...
sábado, 19 de janeiro de 2013
Furacão
Gosto da agressividade que o vento leva hoje.
Gosto da velocidade com que sopra, zangado com o mundo.
Gosto de como impõe a sua presença e ameaça levar tudo o que se atreve a enfrenta-lo.
Gosto da força que demonstra. O Poder. Ele domina. E tem como aliada a chuva.
O dia podia estar triste, mas acho que uma energia brota de mim ao deparar-me com este temporal.
Em mim sopra o vento da mudança, uma vontade incontrolável de me revoltar, de criar uma tempestade no meu coração. De o tornar mais forte. De o tornar inquebrável De fazer da minha pele pedra; uma barreira que ninguém atravessasse.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Talvez tenha chegado a uma boa conclusão...
Os sentimentos são fortes. Vêm até à superfície da pele, de não caberem dentro de nós. Mas eventualmente começam a fazer comichão.
Eu coço. A pele fica vermelha. Eu coço ainda mais, até o sentimento cair como uma pele morta.
Mas a ferida fica. E dói.
A dor permanece, mas aprendemos a virar os olhos, a esconde-la, a ignora-la. Até que sangra de novo e nos tira a atenção.
Hoje, sou quase um fantasma.
Um fantasma de memórias. Ainda choro feridas antigas, ainda as carrego comigo, porque não sei onde as largar. puxo cem malas invisíveis, e demoro a percorrer o futuro, com um olhar sempre para trás das costas.
Vasculho essas malas preenchidas de coisas que eu achei serem verdadeiras e que hoje me questiono se não foram todas falsas. A dúvida implanta-se e uma raiva surge, com um gosto amargo na boca. Mas depois encontro algo que foi realmente verdadeiro, e tudo o resto parece menos importante. Talvez devesse carregar apenas a verdade, aliviar-me da carga, e dar lugar a novas bagagens.
Eu coço. A pele fica vermelha. Eu coço ainda mais, até o sentimento cair como uma pele morta.
Mas a ferida fica. E dói.
A dor permanece, mas aprendemos a virar os olhos, a esconde-la, a ignora-la. Até que sangra de novo e nos tira a atenção.
Hoje, sou quase um fantasma.
Um fantasma de memórias. Ainda choro feridas antigas, ainda as carrego comigo, porque não sei onde as largar. puxo cem malas invisíveis, e demoro a percorrer o futuro, com um olhar sempre para trás das costas.
Vasculho essas malas preenchidas de coisas que eu achei serem verdadeiras e que hoje me questiono se não foram todas falsas. A dúvida implanta-se e uma raiva surge, com um gosto amargo na boca. Mas depois encontro algo que foi realmente verdadeiro, e tudo o resto parece menos importante. Talvez devesse carregar apenas a verdade, aliviar-me da carga, e dar lugar a novas bagagens.
domingo, 30 de dezembro de 2012
As quatro paredes.
Carrego um peso no coração.É sempre bom regressar a casa, mas quando não temos mais casa, para onde regressamos?
Quando pertencemos ao mundo, e somos vagabundos nas suas ruas, não há fogo que não se apague pelo vento gelado que vem do norte, do sul, de todas as direcções.
Não há onde nos escondermos, nem o conforto de quatro paredes, um espaço a que chamar de nosso.
Quando se sabe o vencedor antes do inicio da batalha.
Soube-te tão bem impossível. Desde o inicio que o teu sabor era amargo; a dor; a esquecimento.
Desde o inicio eras salgado, como as lágrimas que um dia iria chorar por ti.
A minha ânsia foi forte, e quanto mais eu experimentava, mais te queria, apesar de saber tudo o que o futuro nos traria.
Cada momento mais longo na tua ausência era uma premeditação do que um dia teria que enfrentar.
Um dia restar-me-á um sabor esquecido a saudade, de um "nós" que nunca existiu.
Desde o inicio eras salgado, como as lágrimas que um dia iria chorar por ti.
A minha ânsia foi forte, e quanto mais eu experimentava, mais te queria, apesar de saber tudo o que o futuro nos traria.
Cada momento mais longo na tua ausência era uma premeditação do que um dia teria que enfrentar.
Um dia restar-me-á um sabor esquecido a saudade, de um "nós" que nunca existiu.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
O dia em que quis desistir
Como se arranca o coração?
Como se impede que ele grite de dor a cada corte cada vez mais profundo?
Porque se cura um coração que sentirá mais uma vez a dor antes mesmo de sarar?
Porque é que em cada defesa, cada muralha, há um ponto fraco donde irá tudo ruir de novo?
Como se deixa de acreditar?
Como se mata a esperança?
Como se impede que ele grite de dor a cada corte cada vez mais profundo?
Porque se cura um coração que sentirá mais uma vez a dor antes mesmo de sarar?
Porque é que em cada defesa, cada muralha, há um ponto fraco donde irá tudo ruir de novo?
Como se deixa de acreditar?
Como se mata a esperança?
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Di'Di, Coimbra é nossa casa
"Já estamos quase no fim do 1º semestre do 2º ano e sinceramente eu devia estar a estudar. Mas sabes? Achei este um momento maravilhoso para rever fotos. E imagina só o que me aconteceu? Fiquei com aquela saudade feliz de quem passou por momentos maravilhosos e que sabe que não os pode viver a todos de novo.
Tu e eu sabemos bem como é verdade que o melhor ano é o ano de caloiro. A novidade, as pessoas que se conhecem, uma cidade nova, todo um novo mundo à espera que nos o descubramos!
Quem se sente orgulhoso desde o primeiro dia que sabe que vai frequentar esta universidade, quem se sente orgulhoso de vestir capa e batina, quem consegue olhar para Coimbra e sentir o coração cheio de emoção sabe o que é saudade. Saudade é o friozinho que nos enche o peito e que se derrama pelos olhos quando sabemos que Coimbra é uma fase passageira da nossa vida, e que um dia chegará a hora da despedida, apesar de lhe podermos sempre chamar casa, porque sempre lhe pertenceremos.
Coimbra traz-nos grandes memórias, traz-nos grandes amizades. Coimbra trouxe-te a mim, e sempre me sentirei grata por isso." ♥
domingo, 16 de dezembro de 2012
"My heart is scared, my heart is gone"
Caminho com um buraco no peito.
Ele está camuflado com todo este excesso de pele. Mas eu sinto-o na perda de equilíbrio Sinto no tremer do corpo, na sua tendência para a queda.
Sinto no fechar dos olhos para tentar repor algum cansaço que me consumiu, e sinto no cair das lágrimas invisíveis que ficaram presas na garganta.
Sinto na sensação de vómito, sinto na sensação de fome, sinto na sensação de nó no estômago.
Sinto na voz interior que chama por ti.
Ele está camuflado com todo este excesso de pele. Mas eu sinto-o na perda de equilíbrio Sinto no tremer do corpo, na sua tendência para a queda.
Sinto no fechar dos olhos para tentar repor algum cansaço que me consumiu, e sinto no cair das lágrimas invisíveis que ficaram presas na garganta.
Sinto na sensação de vómito, sinto na sensação de fome, sinto na sensação de nó no estômago.
Sofro com a tua ausência mesmo antes de partires.Sinto na febre ilusória.
Talvez porque nunca chegaste efectivamente, e ficaste a milímetros de me tocar.
Mas esse passar de leve chegou para fazer o meu coração fugir e tentar seguir-te.
O frio que ficou embaciou a minha visão.
Caminho olhando para os pensamentos e custa-me respirar a esta profundidade.
Sinto na voz interior que chama por ti.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Tudo controlado!
A partir do momento que digo que está tudo controlado, não se fiem.
Significa exactamente o contrário do que possam pensar.
O controlo fugiu pela fresta da porta quando alguém entrou, e eu tento convencer-me repetidas vezes que ele está presente. Talvez esteja até a tentar fazê-lo voltar, fingindo que ele nunca partiu.
Mas eu continuo como se nada se passasse, salto em chão de vidro, brinco com o fogo como se nunca me fosse queimar.
Um dia o vidro parte e o fogo queima. Aí fico admirada como se há muito me tivesse esquecido que o controlo não me acompanhava mais. Mas é tarde, já me magoei.
Significa exactamente o contrário do que possam pensar.
O controlo fugiu pela fresta da porta quando alguém entrou, e eu tento convencer-me repetidas vezes que ele está presente. Talvez esteja até a tentar fazê-lo voltar, fingindo que ele nunca partiu.
Mas eu continuo como se nada se passasse, salto em chão de vidro, brinco com o fogo como se nunca me fosse queimar.
Um dia o vidro parte e o fogo queima. Aí fico admirada como se há muito me tivesse esquecido que o controlo não me acompanhava mais. Mas é tarde, já me magoei.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Guias
Percorro uma estrada sem tomar atenção ao caminho. Os meus pés guiam-me como se tivessem vontade própria e não me perguntassem a cada passo que davam se eu queria realmente da-lo. Faça sol ou chova torrencialmente, eu continuo de olhar desfocado a sentir o calor dos raios de sol banhando-me, ou a chuva gelando-me até aos ossos.
Enquanto há caminho eles avançam.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
E se compararmos tudo ao amor?
É como ter começado a vida numa sala escura; nos primeiros anos de vida não vemos nada, essa escuridão engole-nos e consome-nos toda a força. Podemos correr e nunca vamos contra uma parede, nunca vamos contra absolutamente nada. Corremos, sem saber se é em círculos que andamos, sem saber se há um fim. Gritamos e as respostas que obtemos são os ecos de nós próprios. Por mais disformes que eles cheguem aos nosso ouvidos sabemos que são as nossas vozes que voltam a nós.
Depois, passado algum tempo conseguimos já ver os nosso próprios contornos, podemos apreciar os nossos movimentos, enquanto os nossos olhos se vão habituando à falta de visão. Caminhamos de braços estendidos, a tentar ver se algo próximo de nós se move também. Será um corredor extenso? Será uma sala vazia? Ou estará cheia de outros tantos como nós? Desta vez já conseguimos ouvir umas vozes diferentes, uns tons diferentes que se cruzam com os nossos ecos. Há com certeza alguém mais a gritar!
E então vamo-nos aperceber que começa a clarear, e que vemos mais pessoas ao nosso redor, que começam agora a ver-nos também. As vozes já não estão longe, e os significados já não se perdem na distância. Já podemos esbarrar contra paredes, muros, tropeçar em calhaus soltos, cair, magoar-nos. As palavras já podem ferir-nos. Tudo agora é mais profundo. Tudo agora é mais verdadeiro. Tudo agora é mais real. E há sempre contrapartidas.
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Serás demasiado real?
Preferia-te a pessoa certa no momento errado. Os momentos errados tornam-se certos, ou podemos só esperar que esses momentos mudem, porque os momentos mudam como os ventos, mudam com o desfolhar das páginas, basta desenrolar a história, basta escreve-la com o nosso lápis afiado, e ter um apagador à mão para poder ir fazendo as correcções necessárias a ter o final que queremos.
Mas és a pessoa errada no momento certo. Não, Não sei bem o que isso significa. Os mais distraídos não notariam a diferença entre uma pessoa certa num momento errado e uma pessoa errada num momento certo. Mas eu não estou distraída, não volto a estar de novo. Já não sou ignorante nestes assuntos do errado e do certo; o errado tem me dado algum trabalho de casa.
E então é nisto que me deparo. És a pessoa errada em vários sentidos.
Mas és a pessoa errada no momento certo. Não, Não sei bem o que isso significa. Os mais distraídos não notariam a diferença entre uma pessoa certa num momento errado e uma pessoa errada num momento certo. Mas eu não estou distraída, não volto a estar de novo. Já não sou ignorante nestes assuntos do errado e do certo; o errado tem me dado algum trabalho de casa.
E então é nisto que me deparo. És a pessoa errada em vários sentidos.
Não sei porque penso em ti os dias, as noites,
Não sei, e temo pensar que seja por te saber tão errada, talvez no fundo
Eu não queira que sejas a errada,
Talvez,
talvez eu quisesse apenas,
Que fosses
a certa.
Quem sabe seres a pessoa errada me faça ficar mais fascinada por ter-te conhecido e por nos estarmos a dar bem; em ti encontrei algo que não esperava. posso até adiantar-me e dizer que em ti encontrei o contrário do que esperava. Talvez saber à partida que eras a errada tivesse sido o meu erro. Talvez inconscientemente eu queira provar a mim mesma que não há forma de fugir de quem aparecesse por acaso. Talvez eu queira mostrar-me que todas as pessoas podem parecer as certas, só temos que dar a oportunidade delas mostrarem aquilo que têm para dar.
Mas quem sabe tudo se trate apenas do momento certo.
Talvez seja tudo um grande engano deste excêntrico cérebro,
que viu este momento como o prefeito
e queira agora fazer-me uma rasteira e ver se caio.
Não sei se será do momento,
do momento ser o certo,
de ter estado à (tua) espera, e me agarrar a ti (por)que apareceste.
Não paro de me questionar:
Quanto tempo isto durará?
Que pensas tu disto?
Serei mais uma pessoa errada no momento certo?
“You have to promise you won't fall in love with me.”
― Nicholas Sparks, A Walk to Remember
"When the days were long and the world was small"
"Hold my breath as you're moving in,
Taste your lips and feel your skin."
Parachute - "Kiss me slowly"
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
"No there's no starting over // Without finding closure."
De todas as vezes que vejo algo em ti de que não gosto eu aponto mentalmente na minha lista de defeitos teus, com grandes setas, para me recordar todos os dias ao acordar, antes de recordar o teu sorriso.
A lista já tem uma certa quantidade de coisas, e eu continuo a pegar em tudo o que posso para acrescentar.
Mas continuo a falhar. Quando acordo não penso nessa listinha, mantenho-a num canto da minha mente e lembro-me das vezes que sorris, das vezes que te aproximas quando não estou a espera, das vezes que colocas a mão no meu braço, das vezes que te sentas a meu lado.
Mas depois desse momento volto a tentar concentrar-me nos teus defeitos. Quando não te vejo. Porque basta ouvir a tua voz ao aproximares-te , e o que já faço automaticamente é fazer-te uma festa na cara. Tento convencer-me que simplesmente tens uma cara fofa, e que não se deve a nada esse magnetismo que tens e me faz querer dar-te uma estalada suave e dizer que és horrível.
Apesar de toda a força que estou a fazer para me afastar, para te esquecer, num momento de fraqueza percebi que a minha vontade não era dar-te festas na cara, era chegar junto a ti e encostar os meus lábios aos teus, era poder encostar-me a ti e fechar os olhos ao mesmo tempo que sentia os teus braços a fecharem-se ao redor de mim.
Diariamente luto contra estes pensamentos, diariamente tento convencer-me que isto não significa nada.
Pensei estar já convencida, mas os ciúmes teimam em aparecer e lembrar-me do que sinto.
Não sei o que é isto.
E sou sincera quando digo que não quero encontrar ninguém.
Neste momento quero estar sozinha.
Mas não sei o que isto significa, não sei como equilibrar isto com aquilo que sinto cada vez que te vejo. Com aquilo que sinto quando penso o quão diferente somos, e como sei que nunca vou suscitar nenhum interesse em ti. Com aquilo que penso quando te vejo afastar todos os dias um pouco mais na direcção oposta à minha.
Só sei que és de alguma forma especial.
A lista já tem uma certa quantidade de coisas, e eu continuo a pegar em tudo o que posso para acrescentar.
Mas continuo a falhar. Quando acordo não penso nessa listinha, mantenho-a num canto da minha mente e lembro-me das vezes que sorris, das vezes que te aproximas quando não estou a espera, das vezes que colocas a mão no meu braço, das vezes que te sentas a meu lado.
Mas depois desse momento volto a tentar concentrar-me nos teus defeitos. Quando não te vejo. Porque basta ouvir a tua voz ao aproximares-te , e o que já faço automaticamente é fazer-te uma festa na cara. Tento convencer-me que simplesmente tens uma cara fofa, e que não se deve a nada esse magnetismo que tens e me faz querer dar-te uma estalada suave e dizer que és horrível.
Apesar de toda a força que estou a fazer para me afastar, para te esquecer, num momento de fraqueza percebi que a minha vontade não era dar-te festas na cara, era chegar junto a ti e encostar os meus lábios aos teus, era poder encostar-me a ti e fechar os olhos ao mesmo tempo que sentia os teus braços a fecharem-se ao redor de mim.
Diariamente luto contra estes pensamentos, diariamente tento convencer-me que isto não significa nada.
Pensei estar já convencida, mas os ciúmes teimam em aparecer e lembrar-me do que sinto.
Não sei o que é isto.
E sou sincera quando digo que não quero encontrar ninguém.
Neste momento quero estar sozinha.
Mas não sei o que isto significa, não sei como equilibrar isto com aquilo que sinto cada vez que te vejo. Com aquilo que sinto quando penso o quão diferente somos, e como sei que nunca vou suscitar nenhum interesse em ti. Com aquilo que penso quando te vejo afastar todos os dias um pouco mais na direcção oposta à minha.
Só sei que és de alguma forma especial.
"First, you think the worst is a broken heartWhat's gonna kill you is the second partAnd the third is when your world splits down the middleAnd fourth, you're gonna think that you fixed yourselfFifth, you see 'em out with someone elseAnd the sixth is when you admitThat you may have fucked up a little"
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Danças
Gosto de ver uma vela arder.
Gosto da luz alaranjada, e das sombras que dançam na parede.
Gosto do cheiro.
Gosto do calor.
É uma protecção contra o frio e a escuridão.
Gosto da luz alaranjada, e das sombras que dançam na parede.
Gosto do cheiro.
Gosto do calor.
É uma protecção contra o frio e a escuridão.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
GELO & FOGO
A minha pele é fria. Isto poderia levar a conclusões e dizer que sou gelo, que meu coração é pedra.
Tem graça. Sempre gostei do fogo. Sempre quis brincar com ele, mexer os dedos e pô-lo a dançar, como se fosse a minha marioneta. Gostava que embora fosse quente, não queimasse. Como eu ; Por dentro.
Tem graça. Sempre gostei do fogo. Sempre quis brincar com ele, mexer os dedos e pô-lo a dançar, como se fosse a minha marioneta. Gostava que embora fosse quente, não queimasse. Como eu ; Por dentro.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Febril
Encosto a minha face rosada à janela. Lá fora chove e o vento sopra por entre as árvores. Ele está bravo e empurra as gotas contra esta janela, querendo perfura-la.
Fecho os olhos e sinto o baque das gotas, e o uivo do ar.
A minha febre não baixa.
Não abro os olhos para não me permitir a alucinações.
Os meus sonhos queriam provocar-me uma partida, quando te meteram bem a meu lado, a abraçar-me fortemente. Agarrei-me em ti em sonhos. Entrelacei os meus dedos nos teus, e deixaste-me encostar a cabeça no teu peito.
Estavas quente, tal como sempre me recordo de ti.
Era a febre. Esta febre que teima em não me abandonar. Ao contrário de ti, que teimas em não querer ficar.
Então encosto-me a esta janela gelada, e a luz da lua, em quarto minguante, empalidece-me. Este frio mantém-me acordada, e impede-me de me render a esta vontade de te procurar em outro lugar, bem longe da realidade...
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