sábado, 1 de fevereiro de 2014

O tema da actualidade

Há um gosto qualquer pela exaustão.
Deixar as pessoas exaustas. Sempre a mesma conversa, sempre a mesma discussão. Até as pessoas deixarem de querer saber, porque já custa responder sempre a mesma coisa, aos burros que não querem nunca ouvir.

Há uma praga de acéfalos por ai, pelo que se ouve dizer. Pelo que parece faço parte dessa grande massa de serial killers, ditadores, uns autênticos fascistas.
Temos essa massa de fascistas e serial killers que o único crime que cometeram foi andar a brincar às escondidas, à apanhada, trocar de lugar com colegas, conhece-los. E fazer um pouco de exercício físico, quem não o fez na escola também? Por vontade própria. 
Mas claro, nós somos os maus por organizar as actividades que nos pedem que realizemos, porque se for uma por mês os caloiros já nos vem dizer que é pouco e querem mais. Temos os pobrezinhos dos caloiros, que se alguma vez choram é de tanto rir. Mas não, eles são a massa acéfala, como nós, doutores, que não percebem que estão a ser humilhados com as brincadeiras, como também foram humilhados quando brincaram em criança!
Se nos devemos preocupar com a falta de condições numa faculdade? Com alunos sentados no chão a assistir a aulas, ou mesmo a realizar exames, ou salas com péssima acústica que a partir da terceira fila já ninguém ouve nada? Ou preocupar com a falta de profissionalismo de tantos professores? O elitismo que eles sim possuem? Ou mesmo com a falta de organização dos órgãos administrativos que nunca resolvem um problema de um aluno?
Não, não nos devemos preocupar com nada disso, porque os doutores são acéfalos e andam a pagar propinas para beber uns copos na noite e praxar uns caloiros, e os caloiros, não devem ir as aulas, afinal, os doutores são tão cruéis que não devem deixar! A PRAXE é a culpada!

Acho terrível como "meia dúzia de gatos pingados" pensam que podem vir dizer "Tu não fazes!!Porque EU acho mal!", pensando-se no direito de vir decidir algo que é de decisão pessoal, individual, e que mais ninguém tem a ver com isso. 

Nada é perfeito, e há sempre más pessoas em todo o lado, mas aqui, só se sujeitam ao que querem.
E ai de quem me venha dizer que não posso meter-me de quatro se eu o quiser fazer. 


Quando não estás...

Quando não estás penso-nos num banco de jardim.
Na primavera, em que as flores estão viçosas, a paisagem é verde, o sol nos aquece o corpo e os pássaros nas árvores nos dedicam uma melodia.
Como no tempo em que nos conhecemos.
imagino-me sentada no teu colo, e tu apertas-me nos teus braços por eu ter medo de cair. É já um hábito teu me segurares quando um temor me enche a cabeça.
Fechamos os olhos e sei que ambos pensamos ao mesmo tempo no quanto o nosso amor cresce, como um filho de quem cuidamos diariamente.
Sorrimos, para nós e um para o outro.
E pegas em mim para dançarmos, com os corpos colados, com os pés acima do chão. Porque já voamos de tão leves nos sentirmos quando juntos.
É assim quando não estás ao meu lado. Quando estás, é tudo ainda mais perfeito.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Hóstil

Procura-me num dia em que não faça sol.
Procura-me quando te terminar a felicidade e descobrires que o mundo é um local solitário.
Não me procures nunca. Ou terás que percorrer locais sombrios para chegares a mim. Vem depois de enfrentares os teus medos. Vem depois de combateres os teus problemas. E chega arrasado pelo caminho. Há morcegos por estes lados, porque a escuridão é maior que a vida. 
Se quiseres vem. Mas não venhas para ser feliz.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

A velha caixa fechada com uma fita de seda

A rotina era sempre a mesma. Ela chegava a casa e pousava as preocupações em cima da mesa do hall de entrada. iria pega-las noutra altura.
Sentava-se à mesinha junto à janela com vista para o mar. Uma caneca de café quente e uns bolinhos de chocolate, receita secreta da mãe.
Olhava para o mar durante uns dez minutos enquanto saboreava o café e aquecia as mãos na chávena escaldante.
Era Inverno, e chovera durante duas semanas seguidas. O sol parecia um milagre nesse dia. Com sorte veria um por-do-sol sem uma nuvem que o arruinasse. Como ela gostava do por-do-sol na praia, de ver o sol desaparecer no horizonte tão lentamente, provar que o mundo não pára um único segundo.
Então chegava a hora de pegar nas folhas brancas por escrever e na sua caneta preferida, a primeira que lhe tinham oferecido.
Ela escreva cartas, sempre destinadas à mesma pessoa. Eram cartas de amor. Descrevia o sentimento que carregava no peito, que a fazia chorar lágrimas salgadas, como o mar que via bravo e zangado.
Mas ela não estava brava nem zangada. Uns dias estava triste e deixava as marcas das lágrimas na carta. Noutras estava feliz, e era a única ocasião em que pintava os lábios de vermelho e deixava a sua marca em jeito de despedida.
Nunca colocou destinatário, e guardava as cartas numa caixa velha de sapatos, fechada com uma fita de seda.
Eram para um amor antigo, uma daquelas paixões arrebatadoras. Que não deram certo.
Sabia o seu nome de cor, e a morada era fácil de arranjar, mas apesar de sempre que fechava uma nova carta dizer para si que um dia as enviaria, sabia que elas ficariam na caixa, ou seriam atiradas ao mar que a assistia a escrever.
Ela tivera outras paixões mais tarde.
Mas tinha agora trinta anos, e escrevia apenas para uma.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Questões da alma

Tenho a alma nua
Despida das futilidades
com que me bombardeiam no dia a dia.

O que é uma alma sem vestimenta? Sem roupas que a cubra, e a esconda de olhares indiscretos?
O que é ser apenas e nada mais?
É feita de quê afinal, debaixo de todas essas camadas de infinitos mistérios? Serão emoções e sentimentos, essas dores de cabeça, que às vezes desejamos não ter?  Será essa a sua matéria? Será um emaranhado de cores e luz, difuso no ar? Será o amor puro e verdadeiro que lá encontro, após todos os ódios serem retirados? 
Talvez sejamos  mais vivos só com alma, talvez mais simples, mais concretos, mais sinceros. Talvez nos tornasse a todos mais humildes e mais empáticos.
Talvez se tornasse mais fácil descobrir a alma que nos cabe encontrar, com quem nos cabe ficar.
Eu já vi a alma de alguém e a senti como minha, e vi nessa mesma pessoa a minha alma reflectida.
Talvez por isso...
Dispo-me como quem tira a pele. Ficarei mais leve... ficarei mais livre... 
Amar e ser livre é a mesma coisa, não é?

Desabafos

A noite foi longa, e pouco dormi.
Agora a chuva cai lá fora como se não se importasse com o decorrer da minha vida. Não se importa na verdade.
A preguiça leva-me à procrastinação; Vejo o fumo desaparecer no ar, e isso foi até ao momento o mais interessante que fiz.
A minha vida torna-se monótona quando estou só.

Precisa da excitação do teu beijo, do ritmo do coração a acelerar ao minimo toque teu, da tua voz doce no meu ouvido a dizer coisas que me fazem corar, preciso de cuidar de ti, de te dar carinho, de te mimar, de te fazer feliz.
É injusto estar longe de ti quando te amo com toda a vida que tenho em mim.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

O céu dourado

O vento varre as folhas ao fim da tarde.
O baloiço se balança, com a alma perdida que dança, não procurando outra vida que o dançar, no meio das folhas coloridas de outono.
Há cores que brilham com o pôr do sol, há pássaros que cantam, e também dançam. Há passos no distante. Porque o distante é longínquo e aqui nunca chegará. Aqui só há simplicidade. Aqui só há cor, dança e música. Aqui a vida é diferente e solitária. Mas aqui é sempre fim da tarde e o céu está sempre tingido de dourado com uma estrela companheira.
Aqui o vento passa para brincar, para empurrar as folhas e para empurrar o baloiço. Aqui é um mundo à parte.

Quando a chuva cai

A chuva cai abundantemente.
São rios e rios, de águas um dia evaporadas.
A chuva cai abundantemente.
Os guarda-chuvas voam, e as pessoas protegem as cabeças como podem, com mãos, sacos, e casacos.
A chuva cai abundantemente, e Clara pára encharcada à porta dum prédio desconhecido.
Está um cheiro a tabaco no ar, e ela procura com os seus olhos pequenos perceber se se encontra acompanhada. Nota um movimento na sombra, e distingue a ponta de um cigarro aceso.
Um rapaz desloca-se ligeiramente para uma zona iluminada pelo candeeiro da rua. Olham-se durante segundos, constrangidos, e ela desvia o olhar, corando.
Ele estabelece diálogo. - que temporal.
O primeiro pensamento que ocorre à Clara é não responder, depois pensa em continuar pela chuva e tentar chegar a casa sem uma gripe. Desiste da ideia ao ver como chove cada vez mais, e responde sem olhar para o rapaz, - é mesmo, há muito que não via chover assim.
A respiração dele ouvia-se, profunda, e a voz era rouca, não se sabe se natural ou causada pelo frio.
- Estás bem?
Ela não tinha notado até então, mas estava a tremer do frio; afinal, tinha apanhado imensa chuva até desistir de correr e abrigar-se debaixo de um prédio. - Estou bem, só preciso de chegar a casa.
Tentou gracejar.
De repente vê o rapaz dar um passo na sua direcção e estender o braço para ela. Toca-lhe no ombro - estás gelada, e a tremer, não podes estar bem.
A primeira reacção dela foi dar um pequeno passo atrás para aumentar a distância com o desconhecido, - está tudo bem, o problema é só a roupa molhada, em casa já ficarei bem.
Entretanto o rapaz terminou de fumar, e procurou no bolso as chaves de casa. Estava a virar-se de costas para a Clara, e a abrir a porta do prédio quando pára e se vira de novo. - Sou o Nuno, e vivo neste prédio. Sei que não me conheces de lado nenhum, mas também sei que essa chuva não parará em breve e custa-me ver-te a tremer dessa forma.
Clara não queria acreditar no que estava a ouvir, e não sabia o que esperar de toda aquela conversa, tudo lhe parecia estranho, mesmo assim não esperava ouvir o que se seguiu - Tenho máquina de secar roupa, e podes tomar um banho enquanto ela seca, não demoraria....
Terminou com um pequeno sorriso, e Clara não sabia se tinha sido essa a razão porque quis aceitar, ou se foi por causa da voz rouca e sensual dele, ou do frio que a gelava até aos ossos. Um banho quente era tentador, e o facto de ser em casa dum rapaz desconhecido já não parecia assim tão errado.
Ela nada disse, apenas sorriu de volta e deu um passo em frente, na direcção da porta. Subiram até ao segundo andar em silêncio, e ele abriu a porta do apartamento sem mesmo dizer nada. O apartamento era pequeno, mas moderno e tipicamente masculino.
Pararam na sala dele, e olharam um para o outro. Difícil perceber qual o mais constrangido com a situação. Nuno contorcia as mãos nervoso, e Clara não tirava os olhos do chão. Foi um momento mais longo do que eles teriam desejado. Nuno então quebra o silêncio - A casa de banho fica na segunda porta à esquerda, no corredor, posso dar-te uma toalha e deixas a roupa à porta que eu já lá passo a buscar e volto a coloca-la lá.
Enquanto dizia isto dirigia-se em direcção à casa de banho, e a um armário de onde tirou uma toalha.
- Podes demorar o tempo que precisares, quando estiveres pronta eu estarei na sala.
Clara fecha-se sozinha na casa de banho. Repara então que não é só do frio que treme. Talvez, a sua decisão não tivesse sido a mais acertada. Não conhecia Nuno, e não sabia o que a esperava, talvez ele quisesse fazer-lhe mal, e ela não sabia.
Tranca a porta da casa de banho antes de se começar a despir, a seguir olha pelo buraco da fechadura para ter a certeza que pode deixar a roupa do lado de fora da casa de banho, como combinado.
Volta a trancar a porta.
Liga a torneira da água quente e coloca-se debaixo do chuveiro. Um longo suspiro sai sem mesmo ela o pensar, ao sentir a agua quente aquecer o seu corpo aos poucos. Mas o batimento cardíaco não diminuiu ao saber-se nua na casa de banho de um desconhecido. Por segundos passaram-lhe diversas imagens eróticas pela cabeça, imaginando aquele rapaz a entrar pela casa de banho e a agarra-la fogosamente. Coloca um pouco de água fria com o objectivo de clarear as ideias, e dá a desculpa para si mesma que já tinha apanhado uma gripe e estaria provavelmente com febre.
Ao terminar o banho seca-se bem com a toalha e volta a espreitar pelo buraco da fechadura antes de destrancar a porta. A roupa estava impecavelmente enxuta, e ela veste-se rapidamente.
Ao dirigir-se para a sala, o coração começa a bater mais depressa, com receio e também ansiedade, ao não saber o que iria suceder.
Nuno encontrava-se sentado no seu sofá vendo televisão, mal notando o aproximar de Clara.
- Muito obrigada, foste muito simpático por me teres deixado vir a tua casa.
Nuno olha de repente para Clara, dando a impressão que já se tinha esquecido que ela estava lá em casa. - oh sim, não há problema nenhum. Estive a reparar no tempo, está a chover menos, e o vento parece ter abrandado, se quiseres empresto-te um guarda-chuva, tenho mais e não me fará falta.
Clara sente-se um pouco desapontada pela reacção do Nuno, teve que admitir a si mesma, mas vê que é hora de ir embora. - Aceitarei a oferta, se realmente não incomoda.
Nuno então levanta-se pega no guarda-chuva que tem perto da porta de entrada e abre a porta. Encosta-se de lado.
Clara vai a passar por ele e ele pega-lhe no braço fazendo o coração dela disparar. - Não te esqueças do guarda-chuva.
e entrega-lho na mão sorrindo para ela. Clara, sente-se mais uma vez desapontada e ao mesmo tempo aliviada, sorri também para ele - voltarei para o devolver.
E saiu directa para casa com um sorriso nos lábios.
A chuva cai abundantemente, e pessoas conhecem-se por acaso.

Prosa em teu jeito, numa poesia enroscada

Fazes parte de mim,  Extensão do meu coração. Arranco-te parcialmente do peito Quando me largas a mão, E te afastas no teu caminho solitário.
Gosto de te ter a meu lado Perder-me em ti O dia ser noite A noite ser dia Deixarmos o relógio parado.
Gosto de me esconder no peito amado, onde bate um coração tão igual ao meu, em pleno amanhecer;
Deixar-me sonhar num sonho acordado, numa música inacabada, sem inicio, sem fim, sem parar de tocar.
És bom de amar, És bom de querer, Serás para nunca esquecer, Para nunca deixar, 
Serás o eterno amor, a paixão nunca esquecida, a vida que sempre quis viver.


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Impede-me resignação, não tarde demais

Agarro-me à tábua que flutua,
Esqueço-me dos dias e das horas-
o espaço, é infinito.
Abalo a fé, e as esperanças,
abalo o mundo inteiro
com a mão escorregando,
com a água me balançando
num oceano que criei.

O mar está bravo,
posso largar a tábua
ser engolida pela agitação
dissolver-me em espuma
ir abaixo na tormenta
ser enrolada na anarquia.

A desordem está em mim:
Um oceano infinito,
No meu âmago.
Que não pode sair
e me afoga.

Se pudesse ao menos chora-lo...

Até já, mais uma vez

Gosto de me sentar na beira da tua cama e apenas olhar. Olhar-te, enquanto te moves pelo quarto, procurando ou fazendo alguma coisa. Mas hoje sento-me na beira da minha, e não te vejo. Está escuro, mas também não te sinto nem posso procurar a tua mão debaixo dos lençóis. Sei que chamar o teu nome é uma acção em vão, não responderás, não te chegarás a mim e me aconchegarás nos teus braços até o frio ir embora, nem acenderás uma vela para termos luz suficiente para nos olharmos enquanto encostamos os nossos corpos e as nossas caras sob um tecto sem estrelas, mas debruçados sobre um campo de emoção, e cobertos por um amor do qual sabemos tão pouco ainda e sem fim conhecido.
Hoje não haverá risos "gozões" da tua parte, nem risos histéricos da minha, a quebrar o silêncio, que já me preenche por dentro. Não haverá festas na cara ou beijos no braço, ou festas no braço ou beijos na cara, quando a ausência de toque entre nós se torna a mim insuportável. Não caminharei descalça no chão frio por mais uma vez não saberes onde param os chinelos que usámos minutos atrás, nem te lavarei a louça porque a tua preguiça é rei do sítio distante de onde vens.E não sorrirás para mim, não sorrirás e não me levantarás no ar, nem pegarás na minha mão para dançarmos sem outra música que não a do teu coração.
Porque hoje foi dia de voltar a casa.
Já tive a oportunidade de te sonhar desde que te deixei esta tarde, ou desde que me deixaste esta tarde, é confuso quem deixa quem, como foram os meus sonhos, mais confusos que quaisquer outros, abstractos e sobrepostos, numa realidade um pouco ou tanto alternativa. Parti frustrada. Não tive tempo de te abraçar e de te beijar como desejava. Foi uma correria o dia de hoje, e  reprimindo as lágrimas, que mais que uma vez, e por razões já esquecidas, se quiseram libertar esta semana, coloquei o sorriso mais bonito que consegui e te disse adeus por mais uns dias, um "até já" que dói, porque não enchi todo o meu ser da tua energia, da tua presença, da tua alegria contagiante, do teu sorriso e do teu abraço. Hoje parti menos eu, e assim que virei as costas senti esvaziar-me, senti a vida a fluir para o exterior, o ar tornou-se rarefeito, e quase perdi o fôlego e o equilíbrio enquanto caminhava na direcção contrária à tua. Já me desembaracei de algumas lágrimas entre o calor esquisito dos cobertores e a música arrepiante.
Assusta-me esta intensidade com que te sinto, o quanto me completas. Se um dia tiver que te dar um adeus eterno, poderei perder-me, num espaço desconhecido, num local assustador, num local sem saída. Temo sem ti nunca mais voltar a ser a mesma. Se um dia partires, levarás de mim a melhor parte.

Pink Floyd - Wish You Were Here

sábado, 4 de janeiro de 2014

O beijo

Vivo no teu beijo.
Sou, no tocar dos nossos lábios,
No tocar do meu peito nu no teu peito descoberto.
Respiro pelo coração.
Sinto o teu cheiro e quero viver,
Vivo cega, de sensações.
Fecho os meus olhos mas continuo a ver-te,
as minhas mãos percorrem-te,
já te conhecem tão bem.
Sugo-te o amor que me tens
E me entrego
para me devorares para teu prazer.
Fosse só no beijo em que me deixo...
Fosse só no corpo em que me perco...
Mas é o coração que mais me atrai.

Maybe we're just perfect to each other

"I'm the one that loves you more, more than you love me, more than anyone could love you anytime or anywhere, more than I could even love myself, so just let me love you with my mind, my soul, my entire body, please." <3

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Brinde ao novo ano

Começou um ano novo. Num calendário que não sei quem inventou e estabeleceu.
O ano que passou foi bom. Trouxe-me o amor que eu não esperava encontrar, trouxe-me um remédio para a solidão, trouxe-me vontade de lutar pelo futuro, vontade de lutar pela esperança que eu pensava já ter morrido em mim.
Todos nós, nalguma altura, pensamos que todos os anos serão iguais, que todos os meses e dias que se seguem trarão a mesma dose de problemas e aborrecimentos. Por vezes, paramos a observar a vida e só vemos lágrimas e dor.
Tive um ano em que vi mais que dor. Vi e vivi provas de amor sincero. Senti o que é nunca estar só, e o que é ter um pouco de alegria no meio da tristeza. Foi bom ter alguém a meu lado que não apontasse constantemente as minhas falhas e sim as minhas qualidades.
Para este ano não faço promessas. Não prometo ser uma pessoa melhor e sem erros, mas mantenha todas as promessas que fiz ao longo dos anos, a pessoas ou a mim mesma.
Para mim, a meta é a felicidade, e para a atingirmos devemos manter-nos fieis a nós mesmos, ignorar quem nos faz mal e valorizar quem nos faz bem, dizer sempre a verdade, e não calar o sentimento. O que é importante para nós deve ser aceite pelos que nos querem bem.
Este ano só peço que se mantenha na mesma direcção que terminou o passado.
Quero continuar a amar e a ser amada pela mesma pessoa maravilhosa e espectacular que encontrei. Se assim for, será um ano excelente de certeza.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Um Natal feliz

Há Natais tristes,
Há Natais em que choro, à noite, no escuro.
Este não é um desses Natais.
Este é um Natal feliz, pois é o primeiro de muitos em que te tenho a meu lado, dono do meu coração.
este Natal, só peço continuar a merecer todo o amor que me dás, todo o carinho com que me enches, todas as surpresas que apesar de pequenas para mim valem tudo.
Porque tu, fizeste-me ter esperança na felicidade.
Contigo, tenho Natal todos os dias.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Pequeno pensamento sobre ti.

Só te amo.
Só, porque amar é pouco.
Amar é pouco junto de ti, que tornas a minha vida um mar de felicidade, um oceano de oportunidades, esperança, verdadeira vida. Um céu de experiências, com final feliz.
Amar-te é pouco quando sei que retribuis este amor e vais mais além.
És a minha felicidade, és o meu motivo para sorrir, és tu quem faz a minha vida ter um sentido neste presente tão incerto.
Tudo o que faço por ti me parece pequeno face à grandiosidade deste amor que nos une.
Por minha vontade, viveria nos teus braços.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Amar. Escrever.

Escrevem-se cartas de amor.
Que as levará o vento.
Cheiram a alfazema.
E foram escritas em tinta permanente.
Não houve sangue derramado.
Mas as palavras vieram directamente do coração. A mão fluía e no cérebro não seguia nenhum pensamento, além da leitura da bela carta, pela mão imparável, que seguia ordens da morada deste amor.
A boca sabia a chocolate, e papéis que outrora haviam embrulhado bombons saborosos amachucados agora se encontravam junto às folhas ainda por escrever.
Coração romântico sempre encontrará palavras para falar de amor, escreverá cartas enquanto esse amor viver, escreverá cartas de alegria, e cartas de tristeza se um dia chorar. Beijará as cartas, deixará lá o toque dos seus lábios como quereria deixar no amado. Deixará lá o seu perfume. A sua essência. A sua alma.
Coração romântico é intenso. Vive a felicidade com cor, com cheiro, com sabor, com risos e danças. Pairam músicas no ar, e as borboletas parecem dançar, mesmo quando surge chuva no verão. Chora e se despedaça, sente dor, uma dor lancinante, e questiona-se se a morte não será mais fácil e menos penosa.
Mas nunca pára de escrever.

Lareira

Já não sei o que é uma lareira,
Nem o cheiro de madeira a queimar.
Não reconheço o crepitar da chama,
Esqueci como me aquecer no seu calor.

Os gritos não passaram.
Talvez só frio fique,
Nada mais que um vazio na noite,
O céu nublado como tecto.

Lá fora não oiço correntes arrastar-se,
Tudo se foi, menos a escuridão.
Talvez a isso se resuma a vida;
Ver partir quem queremos que fique,
Ver ficar quem queremos que parta.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

"É demasiado egoísta querer-te para mim a vida toda?"

Questiono-me sobre o que é suposto fazer quando encontramos o amor da nossa vida.
E é mesmo o amor da minha vida. Tem que ser, se ele não é, não consigo imaginar mais ninguém que possa ser. É complicado explicar algo assim, em que se calhar pouca gente se revê.
Já me deparei com inúmeras pessoas ao longo dos anos que percorro neste mundo, muitos a que chamei de amigos, alguns que realmente o foram. Nenhum houve que encaixasse em mim totalmente, com um sem número de similitudes e algumas diferenças complementares das minhas. Todos sem excepção, tinham algo que faltava, algo que eu não gostava, apesar de não impedir a amizade.
Podiam chamar-me de cega, mas sei que não o estou, e que apesar de não ter a meu lado uma pessoa perfeita, tenho a meu lado a pessoa perfeita para mim. O nosso primeiro encontro não foi perfeito, e houve um conjunto de actos vulgares, uma sedução desprovida de subtileza. Mas algo no olhar deixava no ar uma promessa de que podíamos esperar mais de nós.
Hoje sinto-me completa, verdadeiramente eu.
Hoje vivo com um coração maior, apesar de ele estar sempre no peito daquele a quem o entreguei. Não me faz falta, pois também a minha mente está com ele, revivendo todos os momentos que passamos juntos.
Sinto um conforto nos seus braços, e uma segurança interminável. Não precisava mais nada para ser feliz.
Sei que também não sou perfeita, mas tento compensa-lo da forma como o amor infinito que sinto me permite.
Não acho que dar-lhe o meu coração, um lugar na minha vida, me faça menos eu. Não há outra altura em que eu mostre quem sou tão abertamente e sinceramente como quando estou com ele. Ele faz-me explorar novas perspectivas, faz-me ver o mundo com novos olhos, encontrar novos horizontes. Com ele há esperança, com ele o amor existe e a felicidade eu consigo fechar na minha mão quando entrelaço os seus dedos nos meus.
Hoje, sorrio o tempo todo; Hoje, acredito que o amor verdadeiro é a minha realidade, eu sei-o. Tenho o melhor amigo, o melhor namorado a meu lado.
Tão perfeitos um para o outro.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Os idiotas

Somos uns idiotas. 
Uns idiotas 
que gostam de acreditar no que os faz feliz, 
qualquer coisa.
Somos uns idiotas 
que fecham os olhos mais vezes que os mantêm abertos.
Somos uns tolos 
capazes de abraçar o ar, e beijar o vazio.
Somos uns tolos
que vivem noutro mundo.
Somos uns iludidos...