As I walked out one evening,W. H. AUDEN
Walking down Bristol Street,
The crowds upon the pavement
Were fields of harvest wheat.
And down by the brimming river
I heard a lover sing
Under an arch of the railway:
“Love has no ending.
“I’ll love you, dear, I’ll love you
Till China and Africa meet,
And the river jumps over the mountain
And the salmon sing in the street,
“I’ll love you till the ocean
Is folded and hung up to dry
And the seven stars go squawking
Like geese about the sky.
“The years shall run like rabbits,
For in my arms I hold
The Flower of the Ages,
And the first love of the world.”
But all the clocks in the city
Began to whirr and chime:
“O let not Time deceive you,
You cannot conquer Time.
“In the burrows of the Nightmare
Where Justice naked is,
Time watches from the shadow
And coughs when you would kiss.
“In headaches and in worry
Vaguely life leaks away,
And Time will have his fancy
To-morrow or to-day.
“Into many a green valley
Drifts the appalling snow;
Time breaks the threaded dances
And the diver’s brilliant bow.
“O plunge your hands in water,
Plunge them in up to the wrist;
Stare, stare in the basin
And wonder what you’ve missed.
“The glacier knocks in the cupboard,
The desert sighs in the bed,
And the crack in the tea-cup opens
A lane to the land of the dead.
“Where the beggars raffle the banknotes
And the Giant is enchanting to Jack,
And the Lily-white Boy is a Roarer,
And Jill goes down on her back.
“O look, look in the mirror?
O look in your distress:
Life remains a blessing
Although you cannot bless.
“O stand, stand at the window
As the tears scald and start;
You shall love your crooked neighbour
With your crooked heart.”
It was late, late in the evening,
The lovers they were gone;
The clocks had ceased their chiming,
And the deep river ran on.
domingo, 14 de julho de 2013
“As I Walked Out One Evening"
Milkshakes
"Daydream delusion#Before Sunrise
Limousine Eyelash
Oh, baby with your pretty face
Drop a tear in my wineglass
Look at those big eyes
See what you mean to me
Sweet cakes and milkshakes
I am a delusion angel
I am a fantasy parade
I want you to know what I think
Don’t want you to guess anymore
You have no idea where I came from
We have no idea where we’re going
Lodged in life
Like two branches in a river
Flowing downstream
Caught in the current
I’ll carry you. You’ll carry me
That’s how it could be
Don’t you know me?
Don’t you know me by now?"
terça-feira, 9 de julho de 2013
Eternidade
Não tenho certezas, nunca fui uma mulher de certezas na verdade.
Posso dizer que sou uma mulher de esperanças e continuidade. Nunca de eternidades. Tudo é finito, porquê atirarmos ao céu mentiras para rivalizarem com ele? Vivemos no sonho da expansão infinita acima de nós e deseja-mo-nos assim. Onde eu vivo o sol fica vermelho e tinge o céu durante umas horas, como o sangue que dizemos derramar por aqueles que nos fazem chorar e nos devolvem o coração feito esfarrapo.
Onde está a eternidade nisso?
Eu não tenho canção de amor, nem conto estrelas de mão dada. Não grito por atenção mesmo que o meu corpo entorpeça com o calor da tarde.
O tempo passou rápido por mim, cem lições para ensinar; não sei se cresci ou fiquei menos crente.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
A morte do rei.
E a única opção é matar.
Atirar esperando a bala encontrar o seu caminho.
Dar um grito ao mundo, avisa-los, porque o rei vai cair.
Haverá sangue numa lâmina,
Estilhaços pelo chão sangrento,
E um conjuntos de buracos, balas alojadas por todo o corpo
Deixando o sangue fluir,
Até secar, até ser um cadáver,
Até ser comida para bichos e insectos,
esses nojentos,
que do nojo se alimentam.
Do morto.
Haverá rostos carregados,
que passam na rua e não reparam,
Atirar esperando a bala encontrar o seu caminho.
Dar um grito ao mundo, avisa-los, porque o rei vai cair.
Haverá sangue numa lâmina,
Estilhaços pelo chão sangrento,
E um conjuntos de buracos, balas alojadas por todo o corpo
Deixando o sangue fluir,
Até secar, até ser um cadáver,
Até ser comida para bichos e insectos,
esses nojentos,
que do nojo se alimentam.
Do morto.
Haverá rostos carregados,
que passam na rua e não reparam,
não reparam na poça de sangue viscoso,
como se ela fizesse parte das pedras mármore
já sujas do tempo.
Ninguém acredita nesse fim.
Os finais felizes não existem.
Os finais felizes não existem.
quarta-feira, 19 de junho de 2013
será preciso escolher?
Ir ao limite
Empurrar-me até ao fim do caminho
e incitar "salta! Voa!
Experimenta o que há
e inventa o restante,
fecha os olhos
guia-te na escuridão;
sem medos,
porque não há nada que temer!
Eu estou aqui,
a teu lado
acompanhando os teus passos".
Mas e então, falta quem diga
"Encosta-te,
Pensa livremente
Tenta dar todos os passos que quiseres,
Eu estou aqui,
não te largo um segundo,
não te deixarei cair,
não te farei tropeçar,
não terás medo
porque nada te atingirá."
Empurrar-me até ao fim do caminho
e incitar "salta! Voa!
Experimenta o que há
e inventa o restante,
fecha os olhos
guia-te na escuridão;
sem medos,
porque não há nada que temer!
Eu estou aqui,
a teu lado
acompanhando os teus passos".
Mas e então, falta quem diga
"Encosta-te,
Pensa livremente
Tenta dar todos os passos que quiseres,
Eu estou aqui,
não te largo um segundo,
não te deixarei cair,
não te farei tropeçar,
não terás medo
porque nada te atingirá."
terça-feira, 18 de junho de 2013
(Sonet-)
São uns arrepios,
São o sangue que ferve e percorre o corpo,
São as lágrimas em fogo,
Tentam deixar os olhos e fugir para longe,
Queimam sob a pele...
É o coração que pula sobressaltado
Como se nunca mais fosse pular,
Como se nunca mais fosse bater,
Como se o dia amanhã não fosse amanhecer mais,
Como se as ondas fossem deixar de ir e vir.
A energia sai de mim,
Tenta fazer este mundo mover;
Pois o silêncio estagna as águas,
Estagna o vento,
Estagna o coração.
Porque silêncio é só silêncio.
Não há nada.
domingo, 2 de junho de 2013
A dor, enterrei-a.
Eu gostava do cheiro característico ao chegar a casa, gostava do cheiro a terra molhada quando acabava de chover, gostava do cheiro das árvores na primavera, da melodia do vento nos ramos, dos pássaros a cantar. Gostava do meu canto, no meu quarto, só meu, todo aquele espaço, onde cresci, onde vivi e sobrevivi. Tantas recordações...
Sinto falta de ouvir o cão ladrar lá fora. Sinto falta de ouvi-lo arrastar a corrente na noite silenciosa. Lembro-me de como me sentia segura por te-lo ali fora, o meu guarda.
Sinto falta do cão que pulava nas minhas pernas ao meu ver.
Sinto falta dos meus gatos, de os ter todos aninhados a minha volta, na minha cama.
Sinto falta de cada um deles, duma forma que me faz doer o coração.
Quantas vezes disse que ali não era feliz, e tantas vezes que não fui, mas quantas vezes digo que não quero lá voltar, tudo o que havia lá, morreu ou desapareceu, ou já não é meu, não mais me pertence e não mais pertenço aquele lugar.
Mas porquê, porque tenho saudades?
E mais uma vez, vou esquecer esse sentimento, enterra-lo bem fundo em mim, e continuar (...)
Sinto falta de ouvir o cão ladrar lá fora. Sinto falta de ouvi-lo arrastar a corrente na noite silenciosa. Lembro-me de como me sentia segura por te-lo ali fora, o meu guarda.
Sinto falta do cão que pulava nas minhas pernas ao meu ver.
Sinto falta dos meus gatos, de os ter todos aninhados a minha volta, na minha cama.
Sinto falta de cada um deles, duma forma que me faz doer o coração.
Quantas vezes disse que ali não era feliz, e tantas vezes que não fui, mas quantas vezes digo que não quero lá voltar, tudo o que havia lá, morreu ou desapareceu, ou já não é meu, não mais me pertence e não mais pertenço aquele lugar.
Mas porquê, porque tenho saudades?
E mais uma vez, vou esquecer esse sentimento, enterra-lo bem fundo em mim, e continuar (...)
sábado, 1 de junho de 2013
"Um fino se faz favor"
Bebo algo refrescante neste fim de tarde bem quente.
Gostaria dum botão "pausa", gostaria de ver o céu assim alaranjado, e apenas metade do sol no horizonte. é rápida a sua descida. Não acompanha a minha linha de pensamento.
Três linhas riscam o céu, três aviões se misturam com os pássaros, que para mim são apenas pontos entre o azul.
Há momentos na vida que queríamos eternos. Momentos que não deveriam passar, muito menos ser esquecidos. Momentos como este, em que não precisamos de mais nada, basta uma bebida, e fogo dançando com o gelo quando olhamos em frente. Coisas que nos fazem perceber como o mundo é grandioso.
Podemos senti-lo em variadas coisas. Podemos senti-lo ao observar uma cidade em movimento, a ouvir uma musica que realmente nos faz querer dançar, pular, cantar! Algo que toque o âmago de nós próprios.
Pode ser um sorriso, pode ser uma palavra, ou um conjunto de palavras, pode ser um toque, pode ser dar as mãos, pode ser um abraço apertado, pode ser um beijo daqueles que nos deixam com borboletas no estômago e nos fazem desejar mais.
Pode ser uma troca de olhares. Sim, às vezes basta uma troca de olhares e o nosso dia fica belo, excitante, divertido, completo.
É bom sentir, mesmo que sem pausas.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Um gostinho a chocolate...
"Sabes uma coisa que faz muito sentido na minha cabeça?sorrir ao pensar em ti. abraçar-te como se fosses o meu mundo, e eu caísse se te largasse, porque sem ti o chão desaparece. tocar-te para garantir que não é tudo um sonho,e és mesmo real e estás ao meu lado. (E) não te fujo meu amor, podemos estar a km de distancia que o meu pensamento não te larga um segundo que seja, como posso eu fugir assim? ou como posso eu querer fugir de ti, se me fazes bater o coração a mil à hora, me fazes ver o mundo em cores mais vivas, e me fazes querer dançar a todo o instante só porque estou feliz? A sortuda sou eu."
sexta-feira, 24 de maio de 2013
E se a Lua de papel se amachucar?
Não sinto que seja um caminho fácil. Algo me faz adivinhar tempestades, distantes, que abalarão mundos.
Tens muito de mim e eu muito de ti. temos muito de nós.
Mas também temos muito que nos pode separar.
O caminho vai sendo breve, segundo a segundo. o tempo está sempre a contar, mesmo que o relógio pareça parado quando me abraças e me seguras com o teu coração, ou me puxas para junto de ti.
Admiro essas tuas facetas, tão do meu agrado. Mas preocupa-me que tenhas outra, aquela que fará tudo acontecer rápido, que esgotará tudo o que temos, tudo o que poderíamos ter, eliminar tudo o que poderíamos construir. Terás essa faceta? Farás tudo o Mondego levar nas suas aguas para a terra do esquecimento? Deixarás ficar dor e vazio?
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Fatalismo.
"não vai resultar, comigo nunca resulta"
Já sei, desde inicio. O sonho repete-se todas as noite, e eu acordo coberta de suor, e lágrimas nos olhos,
Podia fazer juras, podia gritar o teu nome alto, ouvir-se-ia tão longe
Não.
Não ontem, Não hoje, Não amanhã-
Não faço juras
Estou mas não estou
Vejo-me de longe
Eu não sou eu quando estou contigo
Mas também não sou outra pessoa, não sou parte, não sou partes, não sou metade, nem sou só um pouco. Sou eu. Só que não sou. Vês-me à tua frente, tocas-me. Pareço-te real? Sou real? O que é real?
Como sabes o que é real? Sentes o coração bater? Eu sinto sempre o coração bater , não é justificação. Sentes o quê quando é real? O que sentes diferente? O coração bate duma forma especial? é verdade que as cores se tornam mais vivas e as borboletas enchem-nos o estômago e a vida? Senti-mo-nos voar mesmo não tendo asas? Flutuamos em vez de andar? Trazemos uma melodia connosco, e de repente a nossa vida possui banda sonora?
É essa a descrição que se faz? Mas então, tudo parece um sonho, como pode ser real?
Eu vejo-me de longe, observo-me. Parece mesmo um sonho, Que sorriso é aquele? E o brilho nos olhos? A que se deve? Tudo por causa dele?
Porquê a mão dada? A ligação é real? As mãos procuram-se uma à outra, como se de íman se tratassem. Eu observo. Que magia é esta? É magia certo?
Magia, realidade, sonho, vai dar tudo ao mesmo não é? Seja o que for. Eu acredito no mesmo. Acredito que tudo tem um fim, não sei procurar o que é real, tenho medo. O medo prende-me, o corpo, os movimentos, o coração, o cérebro, congela as borboletas, e o próprio ar. é forte o suficiente para congelar a total existência. Mas congela-me só a mim, e a toda esta vontade de SENTIR.
Quero libertar-me. Quero libertar-me do medo que é sentir. Quero libertar-me do medo de acabar, do medo da solidão, do medo de entregar-me na mão de alguém que me vai deixar cair e não me ajudará a levantar. Quero libertar-me do medo que sempre tive desde que cai a primeira vez. Quero libertar-me das muralhas, altas e que não me deixam chegar ao céu. Quero libertar-me do medo de correr descalça na areia. Libertar-me do medo de correr mar dentro e me deixar embalar por ele. Libertar-me do medo de abrir asas e voar. Libertar-me do medo de nunca ser suficiente, de nunca ser amada.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
ILoveMilka
Dizem que as melhores coisas acontecem quando não esperamos.
"Estás interessada nele?"
"Ele é simpático, mas não, não pensei nada disso"
Qual era a probabilidade de acontecer?
De me deixar levar por ti, de te perceber como um complemento de mim?
Temos tudo, e mesmo assim não temos nada.
Há tanto para construir e tanto por onde o fazer. Se ambos quisermos isto pode ser enorme. Podemos realmente criar algo.
Não é por acaso que foi o Mondego que nos juntou, no reflexo das suas águas. Nada foi por acaso. Não é por acaso que sorrio quando sorris, ou mesmo quando não o fazes- não é por acaso que os abraços que damos são tão fortes, que nos apertamos, que nos puxamos um para o outro.
"Conta-me coisas sobre ti"
Ainda nos vemos com a mesma ânsia da primeira vez, ainda não nos afogámos em nós, e ainda nos arrepiamos com um breve toque.
Somos felizes em publico e em privado. Somos simplesmente felizes, em todas as alturas do dia, porque permanece nas nossas peles o cheiro um do outro, as memórias dos toques, as memórias dos beijos que não saem dos lábios, as mãos dadas, os passeios,
O tempo foi tão curto até ao dia, e mesmo assim quase parece ter passado uma vida a teu lado.
Dás um sabor especial a tudo.
"É preciso pedir-te em namoro quantas vezes para acreditares que é isso mesmo que quero?"
09.05.2013
"Estás interessada nele?"
"Ele é simpático, mas não, não pensei nada disso"
Qual era a probabilidade de acontecer?
De me deixar levar por ti, de te perceber como um complemento de mim?
Temos tudo, e mesmo assim não temos nada.
Há tanto para construir e tanto por onde o fazer. Se ambos quisermos isto pode ser enorme. Podemos realmente criar algo.
Não é por acaso que foi o Mondego que nos juntou, no reflexo das suas águas. Nada foi por acaso. Não é por acaso que sorrio quando sorris, ou mesmo quando não o fazes- não é por acaso que os abraços que damos são tão fortes, que nos apertamos, que nos puxamos um para o outro.
"Conta-me coisas sobre ti"
Ainda nos vemos com a mesma ânsia da primeira vez, ainda não nos afogámos em nós, e ainda nos arrepiamos com um breve toque.
Somos felizes em publico e em privado. Somos simplesmente felizes, em todas as alturas do dia, porque permanece nas nossas peles o cheiro um do outro, as memórias dos toques, as memórias dos beijos que não saem dos lábios, as mãos dadas, os passeios,
O tempo foi tão curto até ao dia, e mesmo assim quase parece ter passado uma vida a teu lado.
Dás um sabor especial a tudo.
"É preciso pedir-te em namoro quantas vezes para acreditares que é isso mesmo que quero?"
09.05.2013
há homenagens.
Tempo,
encarregas-te de dar contratempos.
a respiração sobrepõe-se à música de fundo. uma bailarina dança ao som da caixa de música. tem cabelos longos e ondulantes, não há vento mas eles esvoaçam como se também quisessem dançar.
Havia planos.
fugiram quando fechaste os olhos por segundos.
a bailarina fecha os olhos, o corpo parece dançar sozinho, como se fosse constituído pela própria musica. mas ouve-se a respiração profunda, de alguém adormecido, de alguém perdido. a realidade pode ser fria e cruel. Pode fazer um coração parar da bater. é suster a respiração, levar com um baque surdo de nada.
Era ter tudo na palma da mão, com ela bem esticada num precipício, e acreditar que nunca iria perder-se.
A queda foi grande, e a confiança nada segurou.
A bailarina continuou a dançar. alheia.
encarregas-te de dar contratempos.
a respiração sobrepõe-se à música de fundo. uma bailarina dança ao som da caixa de música. tem cabelos longos e ondulantes, não há vento mas eles esvoaçam como se também quisessem dançar.
Havia planos.
fugiram quando fechaste os olhos por segundos.
a bailarina fecha os olhos, o corpo parece dançar sozinho, como se fosse constituído pela própria musica. mas ouve-se a respiração profunda, de alguém adormecido, de alguém perdido. a realidade pode ser fria e cruel. Pode fazer um coração parar da bater. é suster a respiração, levar com um baque surdo de nada.
Era ter tudo na palma da mão, com ela bem esticada num precipício, e acreditar que nunca iria perder-se.
A queda foi grande, e a confiança nada segurou.
A bailarina continuou a dançar. alheia.
quinta-feira, 2 de maio de 2013
"Amor Vadio"
Mais uma vez chegou o dia.
E tudo mudou.
Acho que hoje chorarei por tudo aquilo que passou e tudo aquilo que um dia terá que passar.
Cada ano uma nova história. Cada ano uma nova esperança, um novo futuro, um novo brilho na alvorada.
Já nada é igual. Nada é como a primeira vez.
A intensidade desapareceu, o ano de caloiro será sempre O ano. E nada, nunca baterá aquilo que vivi e que cresci. Toda uma nova vida se formou, e há um ano atrás eu estava só a começar a minha melhor semana, teve os seus altos e baixos, como a vida, mas dela tirei a maior lição de vida que tive até hoje, e descobri aquilo que era a verdadeira paixão. Soube o que foi amor à primeira vista, e os dois meses seguintes foram de coração cheio.
Hoje, hoje não tenho o coração cheio, tenho o coração meio cheio, meio vazio. Falta algo, como faltava algo há um ano atrás. Hoje ainda me questiono de como, como pode a vida dar e tirar? E como pode ela esperar que vivamos como se o coração nunca tivesse estado vivo e a transbordar? Como pode ela esperar que as recordações fiquem e não magoem?
E tudo mudou.
Acho que hoje chorarei por tudo aquilo que passou e tudo aquilo que um dia terá que passar.
Cada ano uma nova história. Cada ano uma nova esperança, um novo futuro, um novo brilho na alvorada.
Já nada é igual. Nada é como a primeira vez.
A intensidade desapareceu, o ano de caloiro será sempre O ano. E nada, nunca baterá aquilo que vivi e que cresci. Toda uma nova vida se formou, e há um ano atrás eu estava só a começar a minha melhor semana, teve os seus altos e baixos, como a vida, mas dela tirei a maior lição de vida que tive até hoje, e descobri aquilo que era a verdadeira paixão. Soube o que foi amor à primeira vista, e os dois meses seguintes foram de coração cheio.
Hoje, hoje não tenho o coração cheio, tenho o coração meio cheio, meio vazio. Falta algo, como faltava algo há um ano atrás. Hoje ainda me questiono de como, como pode a vida dar e tirar? E como pode ela esperar que vivamos como se o coração nunca tivesse estado vivo e a transbordar? Como pode ela esperar que as recordações fiquem e não magoem?
As manhãs acordam menos brilhantes, e o som da Cabra está mais distante.
As noites são mais frias, e o aconchego foge, não toca as pontas dos dedos.
Faz um ano que vesti a Capa e Batina.
Faz um ano que fugi de quem me queria, que me tentei refugiar não sabia onde. Fugi porque magoava, e encontrei-me em quem fugiu de mim.
Hoje quero fugir de novo, e ninguém encontrar. Quero vaguear sozinha sem rumo, ao frio e ao vento, chuva se a houver, porque é assim que chora o meu coração.
Faz um ano que fugi de quem me queria, que me tentei refugiar não sabia onde. Fugi porque magoava, e encontrei-me em quem fugiu de mim.
Hoje quero fugir de novo, e ninguém encontrar. Quero vaguear sozinha sem rumo, ao frio e ao vento, chuva se a houver, porque é assim que chora o meu coração.
sexta-feira, 29 de março de 2013
Fica para amanhã.
Não gosto da palavra amor.
Um dia não fui assim.
Um dia porém também acreditei que havia princesas como as dos contos de fadas, e um dia acreditei que poderia ser uma. Quando somos crianças tudo nos parece possível porque o futuro está tão longe e há tanta coisa desconhecida. Não temos bem a compreensão do que é o mundo.
Hoje, reservo uma parte de mim a gostar dos contos de fadas, mas não gosto da palavra amor.
Não gosto como está gasta hoje em dia. Como está nas bocas do mundo por todas as razões. Não gosto de como é conjugado o verbo com toda a facilidade, como se a palavra não fosse mais que um brinquedo.
Tenho horror a quem a usa tão comummente como usa um "bom dia" ou um "olá". Confunde-me como hoje amam uma pessoa e amanhã amam outra. Não há definição para aquilo que é o amor, mas as pessoas divertem-se a arranjar. E depois usam-no, esquecendo o significado que lhe deram. Porque é isso que acontece, dão-lhe grandes significados, e o uso fica aquém - muito.
Eu não sei o que é, e não quero arranjar-lhe significado, pois supostamente ele deveria ser algo tão grande e esplendoroso que não deveria haver forma de o descrever.
Não mentiria dizendo que nunca dirigi um "amo-te" a alguém. Dirigi. E após um tempo percebi que empreguei mal a palavra. Aí entendi o como ela estava banalizada.
Hoje, temo ouvi-la. Não quero ouvi-la, por saber a facilidade com que é empregada, e por não querer emprega-la da mesma forma fácil e sem sabor.
Em tempos precisei de dar nomes às coisas, hoje concentro-me em viver as coisas, e deixar os nomes para depois, num outro dia.
quinta-feira, 28 de março de 2013
Nevoeiro
Quando hoje acordei foi como ter dormido durante dias.
Dias em que uma guerra se formou, e em que eu não sei quem venceu.
As coisas estavam fora do sitio, algo se quebrou num algures distante e misterioso, deixando atrás de si um rasto de duvida.
Foi como acordar no meio de um nevoeiro espesso, e não saber a saída.
Tento combater o medo, que vem não sei de onde, de algum sitio dentro de mim. Não sei do que tenho medo, mas sinto-o a correr nas veias. Sinto a vontade de me fechar em mim e me deixar aqui ficar, onde eu não possa ver ninguém e ninguém me possa ver a mim.
É como combater um ser invisível, que me sussurra palavras incompreensíveis e me deixa inquieta.
É uma batalha mental. Tenho que ser mais forte.
terça-feira, 26 de março de 2013
Abraços à chuva
É estranho sentir de novo o teu cheiro e uma saudade brotar-me do peito.
Poderia ter chorado. Mas chorar porquê? Com que razão? Questionei-me e não chorei, por não saber a resposta.
A tristeza invadiu-me, uma tristeza doce, que eu não soube explicar.
[Não me incomoda admitir a ignorância que tenho sobre os meus próprios sentimentos. incomoda-me mais o que sei.
Nada é assim tão inevitável mas, quando nos conhecemos, como impedir algo que não queremos fazer mas que sabemos que iremos fazer?]
Gosto de ti, mas não sei quanto nem até quando.
Talvez não nos devêssemos ter conhecido.
Poderia ter chorado. Mas chorar porquê? Com que razão? Questionei-me e não chorei, por não saber a resposta.
A tristeza invadiu-me, uma tristeza doce, que eu não soube explicar.
[Não me incomoda admitir a ignorância que tenho sobre os meus próprios sentimentos. incomoda-me mais o que sei.
Nada é assim tão inevitável mas, quando nos conhecemos, como impedir algo que não queremos fazer mas que sabemos que iremos fazer?]
Gosto de ti, mas não sei quanto nem até quando.
Talvez não nos devêssemos ter conhecido.
William Shakespeare
"Let me not to the marriage of true minds
Admit impediments. Love is not love
Which alters when it alteration finds,
Or bends with the remover to remove:
O no! it is an ever-fixed mark
That looks on tempests and is never shaken;
It is the star to every wandering bark,
Whose worth's unknown, although his height be taken.
Love's not Time's fool, though rosy lips and cheeks
Within his bending sickle's compass come:
Love alters not with his brief hours and weeks,
But bears it out even to the edge of doom.
If this be error and upon me proved,
I never writ, nor no man ever loved."
segunda-feira, 25 de março de 2013
Indecisões
Talvez saibas o quanto te espero ao cair da noite. O quanto te quero nos meus braços e nos meus sonhos.
O que talvez não saibas é o meu balanço entre o ir e o ficar.
No pendurar-me na ponte e fazer do rio o meu céu e do céu o meu chão. Ambos cobertos de estrelas, mais do que podemos contar juntos algum dia.
Queria eu apalpar as estruturas que dividem o gostar não suficiente do suficiente e do demasiado. Queria abandonar-me a desígnios ocultos e voar, ou flutuar, no meu mundo invertido.
Uma alma errante, como eu, que mais poderia fazer senão questionar-se? senão partir? (Embora..) senão enraizar-se e crescer?
Os atalhos são desconhecimento. É preciso enfrentar tempestades e aceitar o florescer da primavera.
O dia ontem foi luz e hoje é escuridão. Mas no fundo todos temos o melhor e o pior. Só precisamos descobrir o que nos comanda.
Quando esse dia chegar te direi a minha decisão, se estiveres ainda disposto a ouvir.
sexta-feira, 22 de março de 2013
20 primaveras
A minha existência está aborrecendo-me.
20 primaveras.
e nem um arrepio, um friozinho no estômago, uma febre que nos deixa momentaneamente loucos, capazes das mais variáveis tarefas.
não há procura dum rosto entre a multidão, não há troca de olhares, sorrisos tímidos e conversas reveladoras. Não há troca de experiências. Não há um sentimento especial. Não há um dia especial. Não há algo que nos aqueça a alma só de pensar.
E tornou-se um hábito (?) .
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