Eu gostava do cheiro característico ao chegar a casa, gostava do cheiro a terra molhada quando acabava de chover, gostava do cheiro das árvores na primavera, da melodia do vento nos ramos, dos pássaros a cantar. Gostava do meu canto, no meu quarto, só meu, todo aquele espaço, onde cresci, onde vivi e sobrevivi. Tantas recordações...
Sinto falta de ouvir o cão ladrar lá fora. Sinto falta de ouvi-lo arrastar a corrente na noite silenciosa. Lembro-me de como me sentia segura por te-lo ali fora, o meu guarda.
Sinto falta do cão que pulava nas minhas pernas ao meu ver.
Sinto falta dos meus gatos, de os ter todos aninhados a minha volta, na minha cama.
Sinto falta de cada um deles, duma forma que me faz doer o coração.
Quantas vezes disse que ali não era feliz, e tantas vezes que não fui, mas quantas vezes digo que não quero lá voltar, tudo o que havia lá, morreu ou desapareceu, ou já não é meu, não mais me pertence e não mais pertenço aquele lugar.
Mas porquê, porque tenho saudades?
E mais uma vez, vou esquecer esse sentimento, enterra-lo bem fundo em mim, e continuar (...)
domingo, 2 de junho de 2013
sábado, 1 de junho de 2013
"Um fino se faz favor"
Bebo algo refrescante neste fim de tarde bem quente.
Gostaria dum botão "pausa", gostaria de ver o céu assim alaranjado, e apenas metade do sol no horizonte. é rápida a sua descida. Não acompanha a minha linha de pensamento.
Três linhas riscam o céu, três aviões se misturam com os pássaros, que para mim são apenas pontos entre o azul.
Há momentos na vida que queríamos eternos. Momentos que não deveriam passar, muito menos ser esquecidos. Momentos como este, em que não precisamos de mais nada, basta uma bebida, e fogo dançando com o gelo quando olhamos em frente. Coisas que nos fazem perceber como o mundo é grandioso.
Podemos senti-lo em variadas coisas. Podemos senti-lo ao observar uma cidade em movimento, a ouvir uma musica que realmente nos faz querer dançar, pular, cantar! Algo que toque o âmago de nós próprios.
Pode ser um sorriso, pode ser uma palavra, ou um conjunto de palavras, pode ser um toque, pode ser dar as mãos, pode ser um abraço apertado, pode ser um beijo daqueles que nos deixam com borboletas no estômago e nos fazem desejar mais.
Pode ser uma troca de olhares. Sim, às vezes basta uma troca de olhares e o nosso dia fica belo, excitante, divertido, completo.
É bom sentir, mesmo que sem pausas.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Um gostinho a chocolate...
"Sabes uma coisa que faz muito sentido na minha cabeça?sorrir ao pensar em ti. abraçar-te como se fosses o meu mundo, e eu caísse se te largasse, porque sem ti o chão desaparece. tocar-te para garantir que não é tudo um sonho,e és mesmo real e estás ao meu lado. (E) não te fujo meu amor, podemos estar a km de distancia que o meu pensamento não te larga um segundo que seja, como posso eu fugir assim? ou como posso eu querer fugir de ti, se me fazes bater o coração a mil à hora, me fazes ver o mundo em cores mais vivas, e me fazes querer dançar a todo o instante só porque estou feliz? A sortuda sou eu."
sexta-feira, 24 de maio de 2013
E se a Lua de papel se amachucar?
Não sinto que seja um caminho fácil. Algo me faz adivinhar tempestades, distantes, que abalarão mundos.
Tens muito de mim e eu muito de ti. temos muito de nós.
Mas também temos muito que nos pode separar.
O caminho vai sendo breve, segundo a segundo. o tempo está sempre a contar, mesmo que o relógio pareça parado quando me abraças e me seguras com o teu coração, ou me puxas para junto de ti.
Admiro essas tuas facetas, tão do meu agrado. Mas preocupa-me que tenhas outra, aquela que fará tudo acontecer rápido, que esgotará tudo o que temos, tudo o que poderíamos ter, eliminar tudo o que poderíamos construir. Terás essa faceta? Farás tudo o Mondego levar nas suas aguas para a terra do esquecimento? Deixarás ficar dor e vazio?
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Fatalismo.
"não vai resultar, comigo nunca resulta"
Já sei, desde inicio. O sonho repete-se todas as noite, e eu acordo coberta de suor, e lágrimas nos olhos,
Podia fazer juras, podia gritar o teu nome alto, ouvir-se-ia tão longe
Não.
Não ontem, Não hoje, Não amanhã-
Não faço juras
Estou mas não estou
Vejo-me de longe
Eu não sou eu quando estou contigo
Mas também não sou outra pessoa, não sou parte, não sou partes, não sou metade, nem sou só um pouco. Sou eu. Só que não sou. Vês-me à tua frente, tocas-me. Pareço-te real? Sou real? O que é real?
Como sabes o que é real? Sentes o coração bater? Eu sinto sempre o coração bater , não é justificação. Sentes o quê quando é real? O que sentes diferente? O coração bate duma forma especial? é verdade que as cores se tornam mais vivas e as borboletas enchem-nos o estômago e a vida? Senti-mo-nos voar mesmo não tendo asas? Flutuamos em vez de andar? Trazemos uma melodia connosco, e de repente a nossa vida possui banda sonora?
É essa a descrição que se faz? Mas então, tudo parece um sonho, como pode ser real?
Eu vejo-me de longe, observo-me. Parece mesmo um sonho, Que sorriso é aquele? E o brilho nos olhos? A que se deve? Tudo por causa dele?
Porquê a mão dada? A ligação é real? As mãos procuram-se uma à outra, como se de íman se tratassem. Eu observo. Que magia é esta? É magia certo?
Magia, realidade, sonho, vai dar tudo ao mesmo não é? Seja o que for. Eu acredito no mesmo. Acredito que tudo tem um fim, não sei procurar o que é real, tenho medo. O medo prende-me, o corpo, os movimentos, o coração, o cérebro, congela as borboletas, e o próprio ar. é forte o suficiente para congelar a total existência. Mas congela-me só a mim, e a toda esta vontade de SENTIR.
Quero libertar-me. Quero libertar-me do medo que é sentir. Quero libertar-me do medo de acabar, do medo da solidão, do medo de entregar-me na mão de alguém que me vai deixar cair e não me ajudará a levantar. Quero libertar-me do medo que sempre tive desde que cai a primeira vez. Quero libertar-me das muralhas, altas e que não me deixam chegar ao céu. Quero libertar-me do medo de correr descalça na areia. Libertar-me do medo de correr mar dentro e me deixar embalar por ele. Libertar-me do medo de abrir asas e voar. Libertar-me do medo de nunca ser suficiente, de nunca ser amada.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
ILoveMilka
Dizem que as melhores coisas acontecem quando não esperamos.
"Estás interessada nele?"
"Ele é simpático, mas não, não pensei nada disso"
Qual era a probabilidade de acontecer?
De me deixar levar por ti, de te perceber como um complemento de mim?
Temos tudo, e mesmo assim não temos nada.
Há tanto para construir e tanto por onde o fazer. Se ambos quisermos isto pode ser enorme. Podemos realmente criar algo.
Não é por acaso que foi o Mondego que nos juntou, no reflexo das suas águas. Nada foi por acaso. Não é por acaso que sorrio quando sorris, ou mesmo quando não o fazes- não é por acaso que os abraços que damos são tão fortes, que nos apertamos, que nos puxamos um para o outro.
"Conta-me coisas sobre ti"
Ainda nos vemos com a mesma ânsia da primeira vez, ainda não nos afogámos em nós, e ainda nos arrepiamos com um breve toque.
Somos felizes em publico e em privado. Somos simplesmente felizes, em todas as alturas do dia, porque permanece nas nossas peles o cheiro um do outro, as memórias dos toques, as memórias dos beijos que não saem dos lábios, as mãos dadas, os passeios,
O tempo foi tão curto até ao dia, e mesmo assim quase parece ter passado uma vida a teu lado.
Dás um sabor especial a tudo.
"É preciso pedir-te em namoro quantas vezes para acreditares que é isso mesmo que quero?"
09.05.2013
"Estás interessada nele?"
"Ele é simpático, mas não, não pensei nada disso"
Qual era a probabilidade de acontecer?
De me deixar levar por ti, de te perceber como um complemento de mim?
Temos tudo, e mesmo assim não temos nada.
Há tanto para construir e tanto por onde o fazer. Se ambos quisermos isto pode ser enorme. Podemos realmente criar algo.
Não é por acaso que foi o Mondego que nos juntou, no reflexo das suas águas. Nada foi por acaso. Não é por acaso que sorrio quando sorris, ou mesmo quando não o fazes- não é por acaso que os abraços que damos são tão fortes, que nos apertamos, que nos puxamos um para o outro.
"Conta-me coisas sobre ti"
Ainda nos vemos com a mesma ânsia da primeira vez, ainda não nos afogámos em nós, e ainda nos arrepiamos com um breve toque.
Somos felizes em publico e em privado. Somos simplesmente felizes, em todas as alturas do dia, porque permanece nas nossas peles o cheiro um do outro, as memórias dos toques, as memórias dos beijos que não saem dos lábios, as mãos dadas, os passeios,
O tempo foi tão curto até ao dia, e mesmo assim quase parece ter passado uma vida a teu lado.
Dás um sabor especial a tudo.
"É preciso pedir-te em namoro quantas vezes para acreditares que é isso mesmo que quero?"
09.05.2013
há homenagens.
Tempo,
encarregas-te de dar contratempos.
a respiração sobrepõe-se à música de fundo. uma bailarina dança ao som da caixa de música. tem cabelos longos e ondulantes, não há vento mas eles esvoaçam como se também quisessem dançar.
Havia planos.
fugiram quando fechaste os olhos por segundos.
a bailarina fecha os olhos, o corpo parece dançar sozinho, como se fosse constituído pela própria musica. mas ouve-se a respiração profunda, de alguém adormecido, de alguém perdido. a realidade pode ser fria e cruel. Pode fazer um coração parar da bater. é suster a respiração, levar com um baque surdo de nada.
Era ter tudo na palma da mão, com ela bem esticada num precipício, e acreditar que nunca iria perder-se.
A queda foi grande, e a confiança nada segurou.
A bailarina continuou a dançar. alheia.
encarregas-te de dar contratempos.
a respiração sobrepõe-se à música de fundo. uma bailarina dança ao som da caixa de música. tem cabelos longos e ondulantes, não há vento mas eles esvoaçam como se também quisessem dançar.
Havia planos.
fugiram quando fechaste os olhos por segundos.
a bailarina fecha os olhos, o corpo parece dançar sozinho, como se fosse constituído pela própria musica. mas ouve-se a respiração profunda, de alguém adormecido, de alguém perdido. a realidade pode ser fria e cruel. Pode fazer um coração parar da bater. é suster a respiração, levar com um baque surdo de nada.
Era ter tudo na palma da mão, com ela bem esticada num precipício, e acreditar que nunca iria perder-se.
A queda foi grande, e a confiança nada segurou.
A bailarina continuou a dançar. alheia.
quinta-feira, 2 de maio de 2013
"Amor Vadio"
Mais uma vez chegou o dia.
E tudo mudou.
Acho que hoje chorarei por tudo aquilo que passou e tudo aquilo que um dia terá que passar.
Cada ano uma nova história. Cada ano uma nova esperança, um novo futuro, um novo brilho na alvorada.
Já nada é igual. Nada é como a primeira vez.
A intensidade desapareceu, o ano de caloiro será sempre O ano. E nada, nunca baterá aquilo que vivi e que cresci. Toda uma nova vida se formou, e há um ano atrás eu estava só a começar a minha melhor semana, teve os seus altos e baixos, como a vida, mas dela tirei a maior lição de vida que tive até hoje, e descobri aquilo que era a verdadeira paixão. Soube o que foi amor à primeira vista, e os dois meses seguintes foram de coração cheio.
Hoje, hoje não tenho o coração cheio, tenho o coração meio cheio, meio vazio. Falta algo, como faltava algo há um ano atrás. Hoje ainda me questiono de como, como pode a vida dar e tirar? E como pode ela esperar que vivamos como se o coração nunca tivesse estado vivo e a transbordar? Como pode ela esperar que as recordações fiquem e não magoem?
E tudo mudou.
Acho que hoje chorarei por tudo aquilo que passou e tudo aquilo que um dia terá que passar.
Cada ano uma nova história. Cada ano uma nova esperança, um novo futuro, um novo brilho na alvorada.
Já nada é igual. Nada é como a primeira vez.
A intensidade desapareceu, o ano de caloiro será sempre O ano. E nada, nunca baterá aquilo que vivi e que cresci. Toda uma nova vida se formou, e há um ano atrás eu estava só a começar a minha melhor semana, teve os seus altos e baixos, como a vida, mas dela tirei a maior lição de vida que tive até hoje, e descobri aquilo que era a verdadeira paixão. Soube o que foi amor à primeira vista, e os dois meses seguintes foram de coração cheio.
Hoje, hoje não tenho o coração cheio, tenho o coração meio cheio, meio vazio. Falta algo, como faltava algo há um ano atrás. Hoje ainda me questiono de como, como pode a vida dar e tirar? E como pode ela esperar que vivamos como se o coração nunca tivesse estado vivo e a transbordar? Como pode ela esperar que as recordações fiquem e não magoem?
As manhãs acordam menos brilhantes, e o som da Cabra está mais distante.
As noites são mais frias, e o aconchego foge, não toca as pontas dos dedos.
Faz um ano que vesti a Capa e Batina.
Faz um ano que fugi de quem me queria, que me tentei refugiar não sabia onde. Fugi porque magoava, e encontrei-me em quem fugiu de mim.
Hoje quero fugir de novo, e ninguém encontrar. Quero vaguear sozinha sem rumo, ao frio e ao vento, chuva se a houver, porque é assim que chora o meu coração.
Faz um ano que fugi de quem me queria, que me tentei refugiar não sabia onde. Fugi porque magoava, e encontrei-me em quem fugiu de mim.
Hoje quero fugir de novo, e ninguém encontrar. Quero vaguear sozinha sem rumo, ao frio e ao vento, chuva se a houver, porque é assim que chora o meu coração.
sexta-feira, 29 de março de 2013
Fica para amanhã.
Não gosto da palavra amor.
Um dia não fui assim.
Um dia porém também acreditei que havia princesas como as dos contos de fadas, e um dia acreditei que poderia ser uma. Quando somos crianças tudo nos parece possível porque o futuro está tão longe e há tanta coisa desconhecida. Não temos bem a compreensão do que é o mundo.
Hoje, reservo uma parte de mim a gostar dos contos de fadas, mas não gosto da palavra amor.
Não gosto como está gasta hoje em dia. Como está nas bocas do mundo por todas as razões. Não gosto de como é conjugado o verbo com toda a facilidade, como se a palavra não fosse mais que um brinquedo.
Tenho horror a quem a usa tão comummente como usa um "bom dia" ou um "olá". Confunde-me como hoje amam uma pessoa e amanhã amam outra. Não há definição para aquilo que é o amor, mas as pessoas divertem-se a arranjar. E depois usam-no, esquecendo o significado que lhe deram. Porque é isso que acontece, dão-lhe grandes significados, e o uso fica aquém - muito.
Eu não sei o que é, e não quero arranjar-lhe significado, pois supostamente ele deveria ser algo tão grande e esplendoroso que não deveria haver forma de o descrever.
Não mentiria dizendo que nunca dirigi um "amo-te" a alguém. Dirigi. E após um tempo percebi que empreguei mal a palavra. Aí entendi o como ela estava banalizada.
Hoje, temo ouvi-la. Não quero ouvi-la, por saber a facilidade com que é empregada, e por não querer emprega-la da mesma forma fácil e sem sabor.
Em tempos precisei de dar nomes às coisas, hoje concentro-me em viver as coisas, e deixar os nomes para depois, num outro dia.
quinta-feira, 28 de março de 2013
Nevoeiro
Quando hoje acordei foi como ter dormido durante dias.
Dias em que uma guerra se formou, e em que eu não sei quem venceu.
As coisas estavam fora do sitio, algo se quebrou num algures distante e misterioso, deixando atrás de si um rasto de duvida.
Foi como acordar no meio de um nevoeiro espesso, e não saber a saída.
Tento combater o medo, que vem não sei de onde, de algum sitio dentro de mim. Não sei do que tenho medo, mas sinto-o a correr nas veias. Sinto a vontade de me fechar em mim e me deixar aqui ficar, onde eu não possa ver ninguém e ninguém me possa ver a mim.
É como combater um ser invisível, que me sussurra palavras incompreensíveis e me deixa inquieta.
É uma batalha mental. Tenho que ser mais forte.
terça-feira, 26 de março de 2013
Abraços à chuva
É estranho sentir de novo o teu cheiro e uma saudade brotar-me do peito.
Poderia ter chorado. Mas chorar porquê? Com que razão? Questionei-me e não chorei, por não saber a resposta.
A tristeza invadiu-me, uma tristeza doce, que eu não soube explicar.
[Não me incomoda admitir a ignorância que tenho sobre os meus próprios sentimentos. incomoda-me mais o que sei.
Nada é assim tão inevitável mas, quando nos conhecemos, como impedir algo que não queremos fazer mas que sabemos que iremos fazer?]
Gosto de ti, mas não sei quanto nem até quando.
Talvez não nos devêssemos ter conhecido.
Poderia ter chorado. Mas chorar porquê? Com que razão? Questionei-me e não chorei, por não saber a resposta.
A tristeza invadiu-me, uma tristeza doce, que eu não soube explicar.
[Não me incomoda admitir a ignorância que tenho sobre os meus próprios sentimentos. incomoda-me mais o que sei.
Nada é assim tão inevitável mas, quando nos conhecemos, como impedir algo que não queremos fazer mas que sabemos que iremos fazer?]
Gosto de ti, mas não sei quanto nem até quando.
Talvez não nos devêssemos ter conhecido.
William Shakespeare
"Let me not to the marriage of true minds
Admit impediments. Love is not love
Which alters when it alteration finds,
Or bends with the remover to remove:
O no! it is an ever-fixed mark
That looks on tempests and is never shaken;
It is the star to every wandering bark,
Whose worth's unknown, although his height be taken.
Love's not Time's fool, though rosy lips and cheeks
Within his bending sickle's compass come:
Love alters not with his brief hours and weeks,
But bears it out even to the edge of doom.
If this be error and upon me proved,
I never writ, nor no man ever loved."
segunda-feira, 25 de março de 2013
Indecisões
Talvez saibas o quanto te espero ao cair da noite. O quanto te quero nos meus braços e nos meus sonhos.
O que talvez não saibas é o meu balanço entre o ir e o ficar.
No pendurar-me na ponte e fazer do rio o meu céu e do céu o meu chão. Ambos cobertos de estrelas, mais do que podemos contar juntos algum dia.
Queria eu apalpar as estruturas que dividem o gostar não suficiente do suficiente e do demasiado. Queria abandonar-me a desígnios ocultos e voar, ou flutuar, no meu mundo invertido.
Uma alma errante, como eu, que mais poderia fazer senão questionar-se? senão partir? (Embora..) senão enraizar-se e crescer?
Os atalhos são desconhecimento. É preciso enfrentar tempestades e aceitar o florescer da primavera.
O dia ontem foi luz e hoje é escuridão. Mas no fundo todos temos o melhor e o pior. Só precisamos descobrir o que nos comanda.
Quando esse dia chegar te direi a minha decisão, se estiveres ainda disposto a ouvir.
sexta-feira, 22 de março de 2013
20 primaveras
A minha existência está aborrecendo-me.
20 primaveras.
e nem um arrepio, um friozinho no estômago, uma febre que nos deixa momentaneamente loucos, capazes das mais variáveis tarefas.
não há procura dum rosto entre a multidão, não há troca de olhares, sorrisos tímidos e conversas reveladoras. Não há troca de experiências. Não há um sentimento especial. Não há um dia especial. Não há algo que nos aqueça a alma só de pensar.
E tornou-se um hábito (?) .
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
No fundo, amamos-te Coimbra
Respiro-te Coimbra.
O teu nome não é só saudade.
O teu nome é um misto de emoções e memórias.
Caminho nas tuas ruas que nunca acabam, e fantasmas também as percorrem, fantasmas doutros tempos, que aqui foram tua família.
És de todos os que aqui passam e te vivem como se o coração pulsasse ao mesmo tempo que o teu próprio. Vives como eles as suas paixões e as suas desilusões. A cada esquina uma nova paixão se forma, paixões avassaladoras, trocas de olhares, que nunca se concretizaram em palavras.
O Mondego corre a teus pés, levando as lágrimas daqueles que deixaram os seus corações seguir imprudentes caminhos, e daqueles que um dia tiveram que te dizer adeus.
Não és só saudade, mas és sobretudo saudade.
Não há palavras que descrevam o quanto preenches na vida dos teus estudantes, és aulas, és rua cheia de gente, és monumentos históricos, és canção, és serenatas, és capas ao vento, és preto e branco, és nossa.
Abraças os teus estudantes com a capa e aconchegas. Entre cada derramar de lágrima há um sorriso, por saberem o quanto os fazes feliz.
Nunca te direi adeus.
O teu nome não é só saudade.
O teu nome é um misto de emoções e memórias.
Caminho nas tuas ruas que nunca acabam, e fantasmas também as percorrem, fantasmas doutros tempos, que aqui foram tua família.
És de todos os que aqui passam e te vivem como se o coração pulsasse ao mesmo tempo que o teu próprio. Vives como eles as suas paixões e as suas desilusões. A cada esquina uma nova paixão se forma, paixões avassaladoras, trocas de olhares, que nunca se concretizaram em palavras.
O Mondego corre a teus pés, levando as lágrimas daqueles que deixaram os seus corações seguir imprudentes caminhos, e daqueles que um dia tiveram que te dizer adeus.
Não és só saudade, mas és sobretudo saudade.
Não há palavras que descrevam o quanto preenches na vida dos teus estudantes, és aulas, és rua cheia de gente, és monumentos históricos, és canção, és serenatas, és capas ao vento, és preto e branco, és nossa.
Abraças os teus estudantes com a capa e aconchegas. Entre cada derramar de lágrima há um sorriso, por saberem o quanto os fazes feliz.
Nunca te direi adeus.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
De tempos a tempos gosto de t(i)e escrever.
Guardo aquilo que tenho teu. Tal como guardo o teu sorriso numa gaveta. O teu cheiro. O teu abraço.
Guardo-te no meu coração.
O vento vai soprando. O sol vai nascendo e vai-se pondo vezes e vezes sem fim, no horizonte. A lua vai aparecendo escondida entre as nuvens, ou entre as árvores. Eu vou olhando para as estrelas e penso se não estarás nesse preciso momento a fazer o mesmo. Como te conheço, é possível que estejas. Como eu és um apaixonado por elas, que estão tão longe, mas não se cansam de brilhar.
Como um dia foi prometido, voltámos a ver-nos. O mundo já tinha girado e as coisas estavam diferentes. Mas carrego-te no meu coração, e terás sempre um lugar só teu apesar de aos poucos ir te deixando ficar pelo caminho.
Não gosto de pensar em se's, gosto como as coisas foram verdadeiras, simples e bonitas entre nós, no fundo isso é sempre o mais importante, no fundo é o que importa. Não chorarei mais por ter acabado, nem me recriminarei por algo que pudesse ter sido diferente.
Ainda hoje sorrio só de pensar em ti.
"Te echo de menos"
[11.01.2013]
Palavras a ninguém -
Essa ânsia.
Tens mil pensamento dentro de ti, e queres libertá-los ao mundo.
Não tens certezas, no teu pensamento nada faz sentido. Mas queres dar-lhe sentido.
Um segundo poderia ter feito a diferença entre uma palavra dita e uma palavra silenciada. Mas esse segundo nunca passou a tempo. E de um momento para o outro todas as tuas incertezas foram expelidas de ti como uma única certeza. Venderias certezas se pudesses.
Mas são certezas temporárias. Quanto duram elas? Uma semana? Duas?
Porquê essa ânsia em dar certezas ao mundo?
Porquê essa pressa em dar sentido ao que não tem que ter sentido?
Porque essa pressa em prender um coração? Porque essa pressa em querer tudo de uma vez? Não sabes que se esgota? Saberias disso quando quiseste tudo desde logo? Saberias que estaria condenado?
Tens mil pensamento dentro de ti, e queres libertá-los ao mundo.
Não tens certezas, no teu pensamento nada faz sentido. Mas queres dar-lhe sentido.
Um segundo poderia ter feito a diferença entre uma palavra dita e uma palavra silenciada. Mas esse segundo nunca passou a tempo. E de um momento para o outro todas as tuas incertezas foram expelidas de ti como uma única certeza. Venderias certezas se pudesses.
Mas são certezas temporárias. Quanto duram elas? Uma semana? Duas?
Porquê essa ânsia em dar certezas ao mundo?
Porquê essa pressa em dar sentido ao que não tem que ter sentido?
Porque essa pressa em prender um coração? Porque essa pressa em querer tudo de uma vez? Não sabes que se esgota? Saberias disso quando quiseste tudo desde logo? Saberias que estaria condenado?
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
A Imagem
É um prado.
A erva é verde. A extensão infinita. Se olhar atentamente parece que vejo a erva mexer, na presença de uma pequena brisa.
a brisa é quente de certeza. as flores são vermelhas, são laranjas, são amarelas, são rosas, são violetas, são de todas as cores, e o céu é azul, sem uma nuvem no céu. só pode estar calor num sitio com tanta cor!
talvez, só talvez, se eu olhasse para trás da imagem eu visse este prado.
talvez, só talvez, eu pudesse correr por lá,
A erva é verde. A extensão infinita. Se olhar atentamente parece que vejo a erva mexer, na presença de uma pequena brisa.
a brisa é quente de certeza. as flores são vermelhas, são laranjas, são amarelas, são rosas, são violetas, são de todas as cores, e o céu é azul, sem uma nuvem no céu. só pode estar calor num sitio com tanta cor!
talvez, só talvez, se eu olhasse para trás da imagem eu visse este prado.
talvez, só talvez, eu pudesse correr por lá,
abrir os braços,
fechar os olhos,
correr.
talvez sentisse o vento fustigar-me a cara;
talvez corresse ate me cansar e me atirasse no ar,
e flutuasse até chegar ao chão;
e flutuasse até chegar ao chão;
talvez ouvisse o murmurar dos bichinhos todos;
talvez eles estivessem contentes por eu estar ali;
o meu riso ecoaria no infinito prado, lúcido, contagiante
como a brisa, como o cantar que se ouvia ao fundo.
talvez me confundisse com o prado. talvez eu fizesse parte dele.
talvez eles estivessem contentes por eu estar ali;
o meu riso ecoaria no infinito prado, lúcido, contagiante
como a brisa, como o cantar que se ouvia ao fundo.
talvez me confundisse com o prado. talvez eu fizesse parte dele.
Talvez, só talvez, se eu visse para além...
sábado, 19 de janeiro de 2013
Furacão
Gosto da agressividade que o vento leva hoje.
Gosto da velocidade com que sopra, zangado com o mundo.
Gosto de como impõe a sua presença e ameaça levar tudo o que se atreve a enfrenta-lo.
Gosto da força que demonstra. O Poder. Ele domina. E tem como aliada a chuva.
O dia podia estar triste, mas acho que uma energia brota de mim ao deparar-me com este temporal.
Em mim sopra o vento da mudança, uma vontade incontrolável de me revoltar, de criar uma tempestade no meu coração. De o tornar mais forte. De o tornar inquebrável De fazer da minha pele pedra; uma barreira que ninguém atravessasse.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Talvez tenha chegado a uma boa conclusão...
Os sentimentos são fortes. Vêm até à superfície da pele, de não caberem dentro de nós. Mas eventualmente começam a fazer comichão.
Eu coço. A pele fica vermelha. Eu coço ainda mais, até o sentimento cair como uma pele morta.
Mas a ferida fica. E dói.
A dor permanece, mas aprendemos a virar os olhos, a esconde-la, a ignora-la. Até que sangra de novo e nos tira a atenção.
Hoje, sou quase um fantasma.
Um fantasma de memórias. Ainda choro feridas antigas, ainda as carrego comigo, porque não sei onde as largar. puxo cem malas invisíveis, e demoro a percorrer o futuro, com um olhar sempre para trás das costas.
Vasculho essas malas preenchidas de coisas que eu achei serem verdadeiras e que hoje me questiono se não foram todas falsas. A dúvida implanta-se e uma raiva surge, com um gosto amargo na boca. Mas depois encontro algo que foi realmente verdadeiro, e tudo o resto parece menos importante. Talvez devesse carregar apenas a verdade, aliviar-me da carga, e dar lugar a novas bagagens.
Eu coço. A pele fica vermelha. Eu coço ainda mais, até o sentimento cair como uma pele morta.
Mas a ferida fica. E dói.
A dor permanece, mas aprendemos a virar os olhos, a esconde-la, a ignora-la. Até que sangra de novo e nos tira a atenção.
Hoje, sou quase um fantasma.
Um fantasma de memórias. Ainda choro feridas antigas, ainda as carrego comigo, porque não sei onde as largar. puxo cem malas invisíveis, e demoro a percorrer o futuro, com um olhar sempre para trás das costas.
Vasculho essas malas preenchidas de coisas que eu achei serem verdadeiras e que hoje me questiono se não foram todas falsas. A dúvida implanta-se e uma raiva surge, com um gosto amargo na boca. Mas depois encontro algo que foi realmente verdadeiro, e tudo o resto parece menos importante. Talvez devesse carregar apenas a verdade, aliviar-me da carga, e dar lugar a novas bagagens.
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